RAKEL – Romanos 8:28. E sabemos que todas as coisas contribuem para
o bem daqueles que amam a Deus
MARY – Pera aí, RAKEL.
RAKEL – O que foi?
MARY – É que eu estava querendo uma coisa diferente. Tipo...
UMA HISTÓRIA
Alguém mais quer ouvir uma historinha (perguntando para as crianças)
RAKEL – Ah, eu sei uma historia bem legal. DEUS NUNCA ERRA!
MARY – Gostei. Você conta pra gente?
RAKEL – Claro! E os Juniores vão me ajudar.
MARY - Então vamos fazer silêncio, que a história
vai começar
RAKEL - Era uma vez...um reino muito distante onde havia um rei muito
inteligente e admirado por todas as pessoas do seu país.
MARY – E onde esse rei morava?
RAKEL – Num castelo cheio de soldados. Mas acontece que esse rei
tão inteligente não acreditava em Deus e nem em seu amor
MARY – É mesmo? E as outras pessoas do castelo acreditavam?
RAKEL – Não, só um súdito chamado...
MARY – Qual era o nome dele?
RAKEL – Ele se chamava Jônatas e sempre falava do cuidado
de Deus pra conosco.
Mas sabe, crianças, o rei não acreditava e a maioria das
pessoas do palácio também não.
Havia até umas pessoas que ainda enchiam a cabeça do rei
contra Jônatas.
REI – Mas será possível! Logo hoje que tínhamos
planejado de ir à floresta caçar, começa a chover!
CLÁUDIA – Oh, Majestade, eu lamento muito este fato!
MANOELA – Essa chuva não veio em boa hora.
JÔNATAS – Meu Rei, não fique irritado. A chuva é
um presente de Deus para nós.
REI – Por favor, é muito cedo pra começar com essa
conversa sobre Deus.
ALEXANDRE – Não, ele só sabe falar sobre isso!
MANOELA – É verdade! Em tudo ele coloca Deus no meio.
CLÁUDIA – Pra ele, se chove é porque Deus quis, se
não chove também. Ninguém agüenta mais!
JÔNATAS – Claro, pois Deus...
REI – Eu pedi pra parar. Já disse que conheço toda
essa historia.
JÔNATAS – Mas é que...
HENRIQUE – Jônatas, obedeça ao Rei!
JÔNATAS – Tudo bem, só que: “Tudo o que Deus
faz é Perfeito. Ele Nunca erra!”
CLÁUDIA – Você é mesmo muito inconveniente,
não acha? O Rei está chateado e você ao invés
de ajudar faz é piorar!
HENRIQUE – Calma pessoal, não vamos começar a discutir
logo a essa hora da manhã.
MANOELA – Não, é que ele acha que pode falar mais
alto que todo mundo aqui!
CLÁUDIA – Ah,é? Então continua, crentinho...
No final a gente vai ver se seu Deus pode deter a autoridade de um grande
Rei!
HENRIQUE – Cara, no fundo eu acredito no que você fala, mas
não da pra admitir isso na frente dos outros. Você me entende,
né?
HENRIQUE SAI DE CABEÇA BAIXA.
ARRUMADEIRA – Jônatas, é melhor você parar com
essa conversa de que Deus nunca erra. O rei já está começando
a ficar irritado e todos aqui também.
JÔNATAS – Desculpe-me, mas não posso deixar de perceber
a mão de Deus presente em tudo.
COZINHEIRA – Escute o que vou lhe falar: O rei gosta muito de você,
mas se os outros súditos encherem os ouvidos dele, ele pode acabar
o castigando.
ARRUMADEIRA – Só estamos lhe avisando porque isso pode custar
a sua própria vida. Por favor, controle-se um pouco e não
fale mais sobre isso aqui no palácio.
JÔNATAS – (fala já saindo do palco) Não se preocupem:
Deus esta no controle de tudo!
COZINHEIRA – É melhor desistirmos. A cabeça dele já
está feita. Só que tenho pena dele. Ele é até
uma pessoa boa, mas esse fanatismo dele nos tira do sério.
RAKEL – No dia seguinte, tudo estava perfeito. O sol brilhava, a
grama estava bem verdinha, os passarinhos estavam cantando e Jônatas
agradecia a Deus.
JÔNATAS – Obrigado, Senhor, por mais essa manhã que
tu nos concedes.
MANOELA – (tapando os ouvidos) Ah não! De novo, não!
Meus ouvidos não agüentam mais
CLÁUDIA – Começou! Tava demorando!
ALEXANDRE – Esse daí a cada dia que passa fica mais pirado!
MANOELA - Você não sabe falar sobre outra coisa? Tá
na hora de procurar um tratamento, você não acha?
HENRIQUE – Vamos parar com essa discussão. O Rei vem vindo
aí.
REI – Hoje podemos sair para caçar. Jônatas, Cláudia
e Eduardo, vocês vem comigo. Peguem as espingardas. Alexandre e
Manoela, fiquem tomando conta de tudo.
MARY – E porque o Rei só chamou os dois?
RAKEL – Porque Eduardo e Jônatas eram os mais valentes.
MARY – Ué, porque Eduardo está mancando?
RAKEL – Ah, foi porque um dia ele recebeu uma flechada bem na perna
e desde esse dia passou a caminhar assim...
MARY – Ah, entendi...
RAKEL – Mas vocês não sabem o que aconteceu.
RAKEL – Na volta pro castelo um leão atacou o rei
MARY – E o que aconteceu?
RAKEL – Ele arrancou o dedo do rei fora e só não aconteceu
coisa pior porque Jônatas deu um tiro e matou o leão
EDUARDO – Majestade, você está bem?
REI –NÃO!!! Estou ferido. Aquela fera arrancou o meu dedo.
EDUARDO – Vou até o palácio buscar ajuda!
JÔNATAS – Acalme-se, majestade! Deus te ajudou não
permitindo que fosse devorado por aquele leão.
MANOELA – Ai, o que aconteceu Majestade?
JÔNATAS – Não se preocupem. Deus nos deu um grande
livramento!
CLÁUDIA – Está maluco! Deus não ajudou em nada.
Agora o Rei está sem um dos dedos da mão!
REI – E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus
fosse bom mesmo, não teríamos sido atacados, e eu não
teria perdido um dedo.
JÔNATAS – Meu Rei, apesar de tudo, só posso lhe dizer
que Deus é perfeito, e que perder esse dedo hoje é para
seu bem! Deus nunca erra!
CLÁUDIA – Como você ousa dizer que Deus não
errou? Está escutando, Majestade,? O senhor deve fazer alguma coisa.
Ele está maluco, pois está atá alegre com o que lhe
aconteceu.
JÔNATAS – Não é verdade, só estou dizendo...
CLÁUDIA – (interrompe) Cale-se! Você não vai
castigá-lo, Majestade?
REI – (fala sentindo dores). É verdade, não posso
ouvir isso e não tomar nenhuma atitude. Jônatas, retire o
que você disse.
JÔNATAS – Majestade, o que teria sido pior: perder um dedo
ou ser devorado?
CLÁUDIA – Está vendo? Ele está satisfeito com
a situação!
REI – É, eu não tenho outra alternativa: Prendam esse
súdito desequilibrado na cela mais escura e imunda do calabouço.
Depois veremos se ele continuará dizendo que seu Deus nunca erra.
MARY – Então prenderam Jônatas?
RAKEL – Pois é, mas mesmo preso Jônatas tinha certeza
de que Deus estava tomando conta tudo.
COZINHEIRA – Mas será possível que mesmo preso Jônatas
continua acreditando que Deus é perfeito?
ARRUMADEIRA – Pois é. E nós ainda avisamos, mas ele
não quis ouvir.
COZINHEIRA - Coitado! Acreditava que Deus estava no controle de tudo.
CLÁUDIA – Vocês precisavam ouvir as palavras de Jônatas
após o ataque do leão. Ele teve a coragem de dizer que Deus
tinha feito o que era melhor!
HENRIQUE – O quê? Ele falou isso? Não acredito!
COZINHEIRA – Ah, mais eu sim.
MANOELA – Oras, vocês por acaso não viam como ele se
alterava aqui conversando com a gente? Pois lá ele fez a mesma
coisa. O rei ferido e ele falando de Deus.
HENRIQUE – Mas foi ele quem conseguiu matar o leão, não
foi?
CLÁUDIA – Foi, mas isso era a obrigação dele,
pois estávamos ali pra proteger o rei
HENRIQUE – Não sei não... Jônatas não
iria ficar contente com essa situação.
CLÁUDIA – Então eu estou mentindo? Eu lhe garanto
que ele falou o que sempre falava por aqui: DEUS FEZ O QUE ERA MELHOR,
ELE NUNCA ERRA!
MARY – Ué, e a história termina assim?
RAKEL– Não. Um dia o rei resolveu sair novamente para caçar,
e dessa vez foi sozinho.
MARY – Sozinho, por quê?
RAKEL – Porque da outra vez ele perdeu um dedo, e agora ele pensava
que não podia acontecer coisa pior. Só que aconteceu
MARY – Outro leão?
RAKEL – Pior! Ele foi atacado por uma tribo de índios que
viviam na selva.
MARY – Ah, os índios que atiraram na perna de Eduardo?
RAKEL – Pois é. Eles amarraram o rei e iram oferecer em sacrifício
ao seu Deus. Mas, quando já estava tudo pronto e o sacerdote indígena
foi examinar o rei, ele deu um grito!
SACERDOTE INDÍGENA- Raios! Libertem esse homem! Ele não
pode ser sacrificado! Ele não tem todos os dedos das mãos!
Libertem-no agora, agora mesmo! Ele é defeituoso!
TODOS OS ÍNDIOS – Defeituoso! Defeituoso! Ele é Defeituoso?
Saia já daqui
SACERDOTE INDÍGENA 2 – Como não percebemos isso antes?
Quanto tempo perdido!
MARY – Legal, o rei foi solto! E depois?
RAKEL – Depois o rei ordenou que libertassem Jônatas e pediu
que viesse se apresentar na presença de todos.
REI –Meu Servo, Deus realmente foi bom comigo! E você tinha
razão. Deus fez o que era melhor! Eu só escapei da morte
porque não tinha um dos dedos da mão.
JÔNATAS – Pois é, Deus nunca erra!
HENRIQUE – Eu já tinha quase certeza disso!
REI – É, mas ainda tenho em uma grande dúvida...
JÔNATAS – Hã? E qual é a sua dúvida?
REI - Se Deus é tão bom, por que permitiu que logo você,
que tanto o defendeu, fosse preso da maneira como foi?
CLÁUDIA – É verdade...Eu também até
agora não entendi porque ele não o livrou daquela prisão
tão escura e mal cheirosa?
JÔNATAS – Então vocês ainda não entenderam.
EDUARDO – Então nos explique
JÔNATAS – Com todo o prazer. Prestem atenção:
se eu estivesse junto com o rei nessa caçada, certamente eu teria
sido sacrificado no lugar dele. Ou vocês esqueceram que a mim não
falta dedo algum!
HENRIQUE – Agora já tenho coragem de admitir: DEUS É
PERFEITO
CLÁUDIA – Só você não. Eu também
estou convencida disso!
REI – Durante muito tempo estive enganado por não reconhecer
o favor de Deus para conosco. E agora, diante de todos você,s eu
declaro: VERDADEIRAMENTE TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO. DEUS NUNCA
ERRA!
TODOS – DEUS NUNCA ERRA! DEUS NUNCA ERRA!
REI – E porque Deus é perfeito, Ele merece muitos aplausos.
Vamos todos aplaudir esse Deus tão fiel que nunca erra!
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