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Introdução
Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo
para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. (1 Co 9:21) A
definição mais conhecida de “teatro evangélico” é a que diz que, este é o
responsável por trazer “Jesus em Cena”. E está aí a principal diferença entre o
teatro secular e o teatro evangélico: Jesus, tanto na mensagem como nas pessoas
que levarão a mensagem. Primeiro Ato – O Espiritual
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito,
e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso
Senhor Jesus Cristo. (1 Ts 5:23) Se
você soubesse que iria ganhar uma oportunidade para pregar no Domingo a noite,
como reagiria? Iria assistir TV e dormir a semana toda passando longe da Bíblia
ou iria se dedicar à oração, ao jejum e a leitura bíblica? Não
é porque a forma de pregação é diferente, que vamos nos preparar
espiritualmente de modo diferente. Fazer
uma peça de teatro não é brincadeira. Estamos oferecendo nossas vidas para a
pregação do evangelho. Logo é OFERTA, e oferta não pode ser qualquer uma, nem
oferecida num altar de qualquer jeito. e
se o meu povo, que se chama pelo meu
nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus
caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a
sua terra. (2 Cr 7:14) Conserte o altar – Tem algo errado em sua vida? Aquele erro no qual você se
acomodou, uma mágoa guardada, um pecado não confessado, enfim, algo que te
impede de servir a Deus com o coração INTEIRO? Não dê lugar ao acusador, peça
ao Espírito Santo que mude a sua vida e faça a sua parte, fugindo daquilo que
te faz cair e não se envolvendo com práticas que te induzam ao erro, ainda que
a prática em si não seja errada. Ore – Dependemos de Deus em tudo, desde a vida de cada integrante,
passando pelo texto, chegando na apresentação e culminado com as vidas que
assistiram. Tudo depende da benção de Deus e nós dEle. (Jo 15:5). Jejue – Jejum é como colocar um aviso de URGENTE num pedido. Através
do jejum você renuncia uma vontade lícita, demonstrando que valoriza mais o
espiritual em detrimento do material. Não apenas faça um jejum, mas ofereça-o a
Deus, pedindo a Ele primeiro por sua vida, depois pelo grupo, pela pregação da
Palavra e pelas pessoas que ouvirão. Leia a Bíblia – Se através da oração você fala com Deus, através da leitura
bíblica você ouve Deus falar. Como você irá pregar de algo que não conhece? É
possível interpretar um cancerígeno sem nunca ter tido câncer, ou mesmo um
drogado sem nunca ter experimentado drogas. Mas dificilmente você conseguirá
transmitir Cristo se não teve uma experiência verdadeira com Ele. Um
trabalho espiritual, se faz com pessoas espirituais, não
negligencie a
consagração, a oração, o jejum e a leitura
bíblica, eles são necessários não
apenas para quem trabalha na Obra de Deus, mas são fundamentais
na vida de
qualquer cristão. Porque
dele, e por ele, e para ele são todas as coisas, glória, pois, a ele
eternamente. Amém! (Rm 11:36) Dele – A obra é de Deus, não se esqueça disso, principalmente
quando pensar em fazer de qualquer jeito, seja porque está triste ou por achar
que ninguém reconhece seu trabalho. Por Ele – Não é para aparecer, para se divertir, ou para seus pais
tirarem fotos sua, é por amor a Ele. Por Ele ainda nos lembra que sem Ele nada
podemos fazer, ou seja, não é por mérito seu, ou meu, e sim por Ele. Para Ele – O intuito principal não é agradar o líder, ou mesmo orgulhar
sua mãe, e sim, oferecer um trabalho a Deus. Ofereça seu tempo, sua dedicação,
sua vida a Deus, pedindo que Ele te use conforme lhe aprouver. E lembre-se que
para Deus não é o que sobra ou o que não te faz falta e sim, o melhor. porque
não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados,
contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as
hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Ef 6:12) Com
o tempo você perceberá que quando trabalhamos para Deus, tudo tende a dar
errado. Boa
parte do que dá errado é nossa culpa, falta de ensaios, de organização, de
disciplina, etc. Porém existem coisas que são claramente investidas do inimigo
contra nós: Aquela voz na sua cabeça dizendo que vai dar tudo errado, que você
está em pecado e por isso Deus não vai te abençoar, que você é um inútil e que
Deus nunca te escolheria ou te usaria. Ou mesmo aquela briga com seu amigo na
véspera da apresentação, uma fofoca armada para cima de você ou aquela palavra
que mesmo sem intenção é arrasadora e vem justamente de uma pessoa que você
nunca imaginava ouvir. Saiba
que Satanás sempre lutará contra a Pregação do Evangelho, pois ele sabe do
poder que tem a Palavra de Deus (Porque a
palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois
gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta
para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hb 4:12)). Não se
deixe abater, nem dê ouvidos ao inimigo, ele é o pai da mentira (Jo 8:44),
confie em Deus pois, maior é o que está em nós do que o que está no mundo (1 Jo
4:4) e em Cristo, somos mais do que vencedores (Rm 8:37). A
luta com certeza vai vir, os problemas com certeza vão surgi e você precisará
de maturidade e força espiritual para lidar com isto. Por isso não comece a
fazer teatro por qualquer outro motivo que não seja servir a Deus, pois você
pode se decepcionar. Fazer teatro assim é
fazer como Jesus faria. É tornar-se um reflexo de Cristo e, com isso, trazê-lo
pra perto do público. É dividir a vida abundante, que temos recebido de Deus,
com outros. Logo é engrandecer e fazer conhecer o Reino de Deus. (Frase
retirada do site http://www.montesiao.pro.br/teatro/menuteatro.htm) Segundo Ato – O Grupo
Oh! Quão bom e quão suave é que
os irmãos vivam em união! porque
ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre. (Sl 133: 1 e 3b) Grupo:
Conjunto de indivíduos que têm interesses comuns. Num
grupo não existe a filosofia do “cada um com seus problemas” ou mesmo a “dos
melhores sobrevivem”, somos todos, ainda que diferentes, integrantes de um
trabalho, cada qual com sua importância, não existindo assim o maior ou o
melhor e sim UM OBJETIVO. Você
costuma assistir horário eleitoral? Provavelmente não, mas com certeza já viu
ou ouviu falar do PRONA, o partido do Enéas. Há
algo que me chama a atenção neles, eles fazem questão de ser diferentes,
primeiro com a música de fundo que parece mais vinheta do “Supercine” com filme
de suspense do que fundo para propaganda eleitoral (que geralmente ou são
musiquinhas ridículas com rimas mais toscas ainda, ou algo que demonstre a
circunstância: alegria quando vai pedir seu voto, tristeza quando fala da atual
situação e assim vai) e segundo, a forma que eles transmitem a mensagem: Falamrápidoiguaisunsdesesperadosparecemquenemrespiramdireitoenofinal:
5650, meu nome é Avanirrrr! A
identificação do grupo é importante, e não me refiro aqui ao nome do Grupo e
sim sobre seus objetivos, a forma como encara o trabalho. Eis algumas
características imprescindíveis: Temor a Deus; Submissão aos líderes; Responsabilidade; Bom testemunho; Comunhão, uns com os outros. * *Apesar
de enumerado por último, este é o mais importante, haja vista que Jesus disse
que reconheceriam que somos Seus discípulos, se nos amassemos um aos outros, Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade;
porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. (Ne 4:6) Neemias
sofreu para construir o muro, alguns judeus se colocaram contra o trabalho,
armaram intrigas, intentaram de todo o jeito desmotivar, mas com a ajuda de
Deus e a união do povo que se engajou na construção, o muro foi construído para
a honra de glória de Deus. O Princípio da Igualdade Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu
senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. (Jo 13:16) Você
lembra da definição de grupo? Estamos reunidos em torno de um interesse comum:
Servir a Deus através do teatro. Note
bem que intérpretes, músicos, diretores, auxiliares, todos, sem exceção, são
SERVOS DE DEUS. De forma que não há o mais importante, ou o melhor, todos nós
somos iguais, com responsabilidades iguais, porém em departamentos diferentes. O Princípio da Ajuda Mútua Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um
considere os outros superiores a si mesmo. (Fl 2:3) Calma,
isso daqui não é aquela corrente ridícula que diz que você tem que mandar seis
reais pelos correios e esperar o dinheiro chover na sua conta corrente. Em
Isaías 41:6 a Bíblia diz que um ou outro ajudou, e ao seu companheiro disse:
esforça-te. O princípio da ajuda mútua é justamente isto, ajudar seu
companheiro ao invés de deprecia-lo. Não
fique irritado com seu irmão só porque ele não possui as mesmas habilidades do
que você. Somos um grupo justamente para que os talentos de um supra a falta
dos outros. Esteja
disposto a aprender, ninguém sabe tudo, elogie, critique construtivamente, o
apoie, enfim, o ajude. Terceiro Ato – A Técnica Porque quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não faz mal! E,
quando ofereceis o coxo ou o enfermo, não faz mal! Ora, apresenta-o ao teu
príncipe, terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? – diz o Senhor
dos Exércitos. (Ml 1:8) Lembra
que através do teatro, oferecemos nossas vidas a Deus, a fim da propagação do
Evangelho de Cristo? Pois
bem, a vida você já viu como deve ser, consagrada. Mas e o trabalho, pode ser
de qualquer jeito? Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças,
porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem
ciência, nem sabedoria alguma. (Ec 9:10) Conforme
as tuas forças quer dizer que não é além, nem aquém do que você pode dar, mas
sim que você deve oferecer o máximo, mesmo que isso aos olhos das pessoas não
seja o melhor. Sempre terá o que aprender, sempre terá erros para serem
corrigidos, os erros existem não para nos impedir, mas para nos motivar a não
pratica-los mais. Não
é porque somos armadores que vamos fazer de qualquer jeito. Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente (Jr 48:10 b)
ou ainda relaxadamente, ou mesmo negligentemente, dependendo da tradução. Faça
o seu melhor, isso incluir o melhor do seu tempo, do seu empenho, da sua
disciplina, da sua vontade, do seu estudo, da sua experiência espiritual, tudo
isto não para mostrar aos homens e sim para oferecer a Deus. O Texto Vamos
começar do começo por uma questão de princípio. (risos). É
no texto que a técnica começa a ser desenvolvida. Cada frase, cada palavra ali
escrita tem um obejetivo, por isso, não pense que é só chegar no dia da
apresentação e falar “aquilo que vier na telha”. O Texto precisa ser estudo,
entendido e aprendido. Entender e Aprender “Tem
que decorar o texto!”, “tem que decorar o texto!”, quem nunca ouviu isto em se
tratando de teatro? Mas esqueça isto, você tem que entender e aprender o texto,
não decora-lo. “Isto
significa que eu não tenho que ler o texto diversas vezes?”, errado, isto
significa que você tem de ler até entender o texto, o que ele quer ensinar,
qual sua mensagem principal, quais são as mensagens secundárias, enfim,
entender o que ele é e aonde quer chegar. E depois aprende-lo, de onde ele sai,
por onde passa e quando termina. “Dããã,
então é o mesmo que decorar, oras!” errou de novo. Simplesmente decorar o texto
vai tirar bastante do seu poder de interpretação, pois estará simplesmente
repetindo um texto vazio, sem no entendo saber o que está falando, igualzinho
um papagaio. Quando
você entender texto vai saber o que e o porquê está falando, e quando aprender,
saberá quando irá falar. Ou seja, terá liberdade para VIVER o personagem e não
simplesmente repeti-lo. Ainda
terá a vantagem de modificar o texto, sem sair do contexto ou mesmo
improvisa-lo se alguém errar as falas na hora, pois sabe muito bem onde está e
aonde quer chegar. Vamos
separar as coisas para facilitar. Entendendo o Texto A
Mensagem Qual
é a história? Qual
é a mensagem principal? Quais
são as outras mensagens (secundárias)? As
Falas Porque
isto foi escrito? Qual
é o propósito desta fala? Qual
a importância desta fala? Personagem O
nome As
características A
função na história O
ápice (entrada ou fala crucial na história) Como
entra, o porque entra na história. Como
se desenvolve e o que causou o desenvolvimento? E
como termina na história. Estes
três últimos são fundamentais quando um personagem passar por mudanças na
história, exemplo: Começa crente, se desvia e depois retorna para a Igreja. Parece
difícil né? Mas acredite, na prática é bem mais fácil do que mostra a teoria. Aprendendo o Texto Quando
você entende cada elemento do texto, fica mais fácil aprende-lo. De forma que
você precisará apenas memorizar o ENREDO. Exemplo:
João sai da Igreja, se envolve com drogas, encontra sua ex-namorada, desabafa
com ela, ela o despreza, ele tenta se matar, encontra um velho amigo que o
evangeliza, mas recebe a mensagem com aspereza, mandando que o amigo nunca mais
fale com ele, desiste de se matar, vai na Igreja, ouve mais uma vez o
Evangelho, volta pra Jesus, ora, encontra novamente sua ex, fala de Jesus pra
ela e ela se converte. Ufa!
Primeiro você entendo o que vai falar e o porque vai falar, depois aprende
quando vai falar. Imaginação na Dose Certa Antes
de interpretar um personagem você o imagina ou mesmo tem uma certa noção de
como ele será: Alegre, emburrado, fofoqueiro, etc. Isso
é muito bom, pois te dá uma base do que irá fazer no palco. Porém, isto pode
nos levar a cometer erros, como investir em estereótipos. Não
tem coisa mais chata do que uma imitação mal feita, fica parecendo gente famosa
fazendo comercial, aquela coisa dura, forçada, por isso, seja ORIGINAL,
represente com a máxima realidade possível. As
pessoas se identificam com a realidade, invista nos detalhes, mas não deixe que
o detalhe seja maior do que todo o personagem. Exemplo:
Vais interpretar um fofoque iro? Errado, vais interpretar o João, que é
invejoso, bisbilhoteiro, é apaixonada pela Maria e para tirar todos do seu
caminho, faz fofocas. Não
resuma seu personagem a uma característica, coloque nele, tiques, manias, um
jeito de falar diferente, o incremente, sem sair do natural. Use
a sua imaginação para visualizar toda a apresentação, não só o seu persongem,
pense em cada detalhe, no seu companheiro de cena, enfim, imagine! Seja o
primeiro crítico do seu trabalho. A
imaginação é o primeiro exercício do teatro, mas tem que ser na medida certa. A Importância das Deixas Deixa
é a palavra ou expressão que deixará a idéia a ser seguida na próxima fala. Em
outras palavras, deixa é a palavra ou expressão que você não pode deixar de
falar, pois tornará a próxima fala sem sentido. Exemplo:
- Ah, Jesus, ninguém merece viu! – Ah, Jesus, digo eu Drika, porque você acha
que não serei missionário? Já pensou se o intérprete dissesse “Eu mereço”
ou “Dããã” ao invés de Ah, Jesus? Iria deixar a outra fala sem sentido, ainda
que esteja dentro do contexto. Preste
atenção nas deixas, identifique-as no texto e não deixe de fala-las. Por
isto, o estudo, entendimento e aprendizado do texto são tão importantes, pois
você diminuirá a chance de pular as deixas e se caso alguém pular as suas,
conhecerá tão bem o texto, a ponto de improvisar sem fugir do assunto. A Interpretação
Agora
que você estudou o texto, aprendeu o enredo dele e imaginou o personagem, é só
coloca-lo em cena: Simples! Brincadeira
eu sei que não é simples, interpretar é complexo e desgastante mas também é muito
bom. Viva o Personagem
Interpretar: Explicar; traduzir; tornar claro o sentido de; Reproduzir
pensamento de; Representar:
Exibir uma peça de teatro, pondo-a em ação no palco ou desempenhar um papel na
peça em ação; Interpretar vai muito além do que defini os dicionários, explicar,
esclarecer, exibir-se, isso qualquer um faz, porém, dar vida a um personagem
não é uma tarefa tão simples assim. Você já teve ter ouvido que o segredo para chorar em cena é pensar
em algo muito triste. Pena que existe tanta gente enganada a esse respeito. Um personagem não é um amontoado de falas, muito pelo contrário, é
uma pessoa cheia de sentimentos, razões, defeitos, qualidades e etc. É por isso que estudamos o personagens, para que durante alguns
momentos possamos não repetir falas e sim, viver uma outra pessoa, num outro
lugar, repleto de pessoas diferentes. Está ai o segredo para interpretar, não apenas por em ação um
personagem, mas vive-lo com toda a intensidade, demonstrando seus anseios, seus
medos, suas alegrias e suas tristezas. Se meu personagem perde a mãe o pai e é rejeitado pelo restante da
família, porque vou ficar pensando na morte da bezerra para chorar em cena?
Oras, eu sou, naquele momento o injustiçado da vez, eu estou sofrendo igual um
condenado, logo vou chorar, e muito, diga-se de passagem (risos). Concentração É
muito difícil se concentrar, a ansiedade, o medo, o público, o diretor, os
auxiliares, todos eles criam um clima estressante que pode gerar em você dois
sentimentos: O de entrar em cena logo e acabar de vez com aquilo tudo ou o de
sair correndo na primeira oportunidade. A
concentração é o meio mais fácil de driblar todos esses sentimentos, pois
quando está concentrando, não importa o que acontece a sua volta, os microfones
chiam, o contra-regra tropeça e isso não lhe comove, ou seja, aconteça o que
acontecer você está pronto para viver o personagem. Existe
um sentimento que é o pior empecilho para quem precisa se concentrar: A falta
de confiança, e ela se manifesta sob dos aspectos, pessoal e espiritual. Pessoal: Deveria ter orado mais, jejuado mais, ensaiado mais, lido
mais o texto, prestado mais atenção, desistido logo no começo... Pode parar com
isso! Na hora da apresentação não adianta se lamentar, o que está feito, está
feito. Então esqueça essas murmurações e faça o trabalho. Espiritual: Não vai dar certo! Deus não vai abençoar! O Pastor vai
reclamar! Vocês vão ser envergonhados! Como satanás é mentiroso. O pior é que
às vezes perdemos tempo escutando ele. Não dê ouvidos as setas e conversinhas
furadas do inimigo, confie em Deus, coloque Ele na frente de tudo, inclusive da
sua vontade. lançando sobre ele toda a vossa
ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (I Pe 5:7) É
natural que você sinta medo, ou mesmo aquele famoso friozinho na barriga, por
isso fique tranqüilo, procure se acalmar e lembre-se que Deus está no controle
de nossas vidas, nEle podemos confiar. Movimentação e Posicionamento e
Cena Teatro
não é jogral, logo não é para ficar ali parado com cara de paisagem recitando
textos. Teatro
é ação, por isso, gesticule, mexa-se, e se movimente, dando a cena ritmo.
Utilize o palco inteiro, todo aquele cenário a sua disposição, por isso “encha
o palco com a sua presença”, faça com que as pessoas entrem no ritmo da peça.
Lembre-se que não é porque você tem que ficar no mesmo lugar que você não vai
se mexer, interaja com seus companheiros de cena, abraços, tapinhas,
“pedaladas”, beijos e cumprimentos diversos, deixam a cena mais real e melhor
para assistir. Não
esqueça de que o público quer te ver, por isso, nunca dê as costas para ele,
além de falta de educação, deixa a peça muito feia. Quando precisar andar,
conversar em “rodinhas” faça sempre de lado, de modo que ainda que não te vejam
inteiramente, possam te ver de perfil. O
melhor local para as pessoas te verem é o centro, por isso ainda que você se
movimente muito, procure sempre o centro do palco, principalmente para
monólogos e “rodinhas” onde não dá para ficar andando em cena. O Corpo Somos
acomodados, basta ver a dor que sentimos quando tentamos praticar qualquer tipo
de exercício, quando não nos acostumamos a faze-lo. Não
vai ser no dia da apresentação que você vai ganhar mobilidade, até para cair
você tem que ter jeito, a fim de não parecer forçado e nem se machucar. Movimente
seu corpo em casa, em frente o espelho, vá aos poucos (isso mesmo, aos poucos,
e não igual um desesperado, se não vais ganhar luxações sobre luxações)
movimentando se corpo, esticando daqui, flexionando dali, enfim, conhecendo
suas limitações. O Rosto Gestos
falam mais do que muitas palavras, mas gestos mal feitos matam atores de
vergonha. Sabe
aquela cara de tristeza que ficou parecendo que o cara estava com dor de
barriga, ou aquela expressão de felicidade que ficou com um jeito muito idiota?
Pois bem, isto tudo pode ser corrigido se você conhecer bem seu rosto. Vá
para o espelho de novo (inimigo dos gordinhos, mas que quebram um super galho),
faça expressões de choro, riso, dor, felicidade, alegria, espanto, apaixonado,
enfim, vá modelando e conhecendo seus fortes e fracos. A Voz Falar
alto é diferente de gritar, é necessário que você conheça sua voz, saiba seus
limites, em que tom ela fica mais bonita, etc. Um
bom exercício, é contar de Porém
além de conhecer sua voz, é necessário que você cuide bem dela: Não
fique gritando igual um doido; Não
fale em ambientes onde haja competição (ex: onde a música está alta e você
precisa se esforçar para falar e para ouvir); Não
deixe a garganta seca, tome sempre muita água; Coma
maça, ela é ótima para “limpar a garganta” e evite refrigerantes e bebidas
muito geladas. Como
dito anteriormente, falar alto não é gritar, é colocar a voz de tal modo que a
pessoa sentada na última cadeira possa nos ouvir com clareza. Para tanto é
necessário que você respire bem e fale com firmeza, sempre tendo o objetivo de
ser escutado por todos. Os ensaios Apesar
de parecer massante, os ensaios são necessários, são neles que corrigimos os
erros, ganhamos familiaridade com o texto e demais personagens, acertamos
detalhes, modificamos, enfim, os ensaios são muito necessários. Não
negligencie os ensaios, só porque acha que tem mais facilidade de aprender do
que os outros, ensaiar uma cena onde há mais de um personagem sozinho ou com o
elenco incompleto, até para fazer, mas compromete muito o resultado final, por
isso, não falte aos ensaios, e nem chegue atrasado (se for NECESSÁRIO avise com
antecedência). Falta
de compromisso com dias e horários é no mínimo desrespeito aos demais
integrantes do grupo. Não
é porque uma cena está fechada, ou seja, completa, com todos os detalhes
acertados, que não iremos ensaiar mais, como tudo na vida, quando fica em
desuso acaba perdendo o jeito, fora que ensaiar repetidas vezes te dará
segurança. Vá
além dos ensaios oficiais, ensaie em casa, na frente do espelho, com seu irmão
(eles são os melhores críticos, não precisa levar em consideração tudo, mas boa
parte vale a pena), passe o texto com ele, etc. Praticando
todo dia, será muito mais fácil “entra no clima” da peça do que ensaiar apenas
aos fins de semana. O Último Ato – Os Frutos Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. (Tg 5:7) Chegou
a parte boa, os resultados! Pensando
no âmbito material, os frutos do teatro seriam elogios, parabenizações,
aplausos... mas, como estamos falando de um trabalho espiritual, os frutos
também são espirituais. Os
frutos espirituais não se resumem a um acontecimento ou a algo específico, mas
em duas esperas: Pessoal: O que o trabalho modificou, edificou ou acrescentou na sua
vida? Primeiro a mensagem alcança você, depois alcança as outras pessoas. Público: O público recebeu a mensagem? Foi edificante, consolador ou
exortivo? O público prestou atenção e acompanhou realmente a história? Ás vezes
vemos que o público recebeu a mensagem, mas não vemos mudanças imediatas, mas
fique tranqüilo, a Palavra de Deus não volta vazia, com certeza o fruto surge,
ainda que não seja aparente. Fechando as Cortinas Temos, porém, esse tesouro em
vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. (1 Co
4:7) Talvez
ao ler esse material você pode esteja pensando que há inúmeros motivos para não
fazer teatro, afinal, existem meios menos trabalhosos para pregar o Evangelho. Augusto
Boal disse que o “Teatro é uma arma poderosa”, porque então, vamos negligenciar
essa “arma” só pelo trabalho que ela nos causa? Ademais,
nossa capacidade vem de Deus, é dEle que vem toda a boa dádiva, todo o tom
perfeito. A nós, cabe usar os talentos que Deus nos tem dado. Somos
fracos, somos limitados, somos dependentes de Deus e somos movidos por Sua
Graça, trazendo no coração a vontade de fazer mais e melhor para Deus. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para confundir as que são; Para que nenhuma carne se glorie na presença dele. (1 Co 1:27-29) |
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