COMPAIXÃO

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COMPAIXÃO Num tempo de violência(o nosso), um assalto, com ameaça de estupro. A resposta de uma oração por livramento-feita por Ana, que seria a vítima- derrubou um dos bandidos.
A partir deste momento a peça toma um novo rumo, o casal que estava sendo assaltado passa a mostrar compaixão e o amor sem limites de Jesus.
Esta peça fala da necessidade de ter compaixão por todos. Pelos pobres, pelos humilhados, pelos bandidos, pelos drogados, pelas prostitutas, enfim, ter compaixão por todos aqueles os quais o Senhor Nosso Deus criou, e que estão longe Seu caminho.

Personagens:
Ana
João Gustavo
Criança (aprox. 8 / 10 anos anos)
2 bandidos
Sérgio
Médico
2 Enfermeiros
Ana e João Gustavo estavam na sala assistindo ao noticiário na TV, seu filho estava brincando no chão da sala com quebra-cabeças. Nesse momento passa um noticiário sobre a violência na cidade.
ANA: Vê só como o mundo está, não temos mais sossego.
JOÃO GUSTAVO: É. E nós é quem acabamos sendo os prisioneiros. Gradeando as nossas casas, colocando alarmes, câmeras em tudo.
ANA: O bom nisto tudo é que sabemos que o nosso lar está protegido pelos anjos do Senhor.
JOÃO GUSTAVO: Glória a Deus!
Tocam o interfone, J. Gustavo levanta-se para atender.
JOÃO GUSTAVO: Quem será a esta hora?
ANA: É. E já passa das 20:30h.
JOÃO GUSTAVO: Pois não, quem é?
SÉRGIO: É, é o Sérgio seu vizinho aqui do lado.
JOÃO GUSTAVO: Ah! Oi, Sérgio vou abrir o portão. Pode entrar.
Ele vai até a porta para abri-la quando se surpreende com um revólver na sua cabeça.
BANDIDO 1: Vamos! Entrem! Depressa!
SÉRGIO: Me desculpem vizinhos, eles me pegaram aí fora e me obrigaram fazer isto.
BANDIDO 2: Cala a boca! Vai entra!
Empurra Sérgio pra dentro. João Gustavo levanta as mãos. Ana levanta-se rapidamente e pega seu filho no colo abraçando-a.
ANA: Por favor, não atirem.
BANDIDO 1: Ninguém vai atirar não, dona. A não ser que vocês não colaborem. Agora sentem todos no sofá.
BANDIDO 2: (com a arma em punho, aponta para J. Gustavo) Você é o gerente do Banco do Brasil, não é?
JOÃO GUSTAVO: Sou sim senhor. Mas eu não tenho dinheiro aqui não...
BANDIDO 2: E quem disse que queremos o seu dinheiro? Queremos o do Banco.
JOÃO GUSTAVO: Mas, senhores...
BANDIDO 1: Cala a boca!! Quem dita as regras aqui somos nós.
BANDIDO 2: Você vai nos levar até o banco e fará essa retirada pra nós.
JOÃO GUSTAVO: Senhores, se formos a essa hora no banco o vigilante vai desconfiar que é um assalto.
BANDIDO 2: Pode ficar tranquilo que não é agora à noite não. Vamos amanhã bem cedinho, só eu e você. Ele fica com os outros aqui só por segurança. (aponta pro outro bandido)
BANDIDO 2: (Virando-se pra Sérgio) E você ligue pra sua casa avisando que teve que sair. Não quero a polícia por aqui procurando você.
SÉRGIO: Minha esposa não vai acreditar, pois sair sem documentos, sem o carro...
BANDIDO 2: Problema seu!! Se vire! Faz isso ou morre. (aproxima-se de Sérgio e coloca a arma na sua cabeça).
Sérgio vai ligar pra sua esposa. As horas passam, e todos continuavam ali sentados no sofá com os dois bandidos apontando as armas pra eles. O filho de Ana tinha dormido no seu colo.
ANA: Por favor, posso levar ele até a cama?
BANDIDO 1: Pode. Mas eu vou junto.
Ana levanta-se com o menino no colo e segue em direção do quarto e o bandido a segue. Enquanto isso o outro bandido continua na sala vigiando J. Gustavo e Sérgio. Alguns instantes depois eles voltam. Ana senta-se.
BANDIDO 1: (cochicha no ouvido do outro) Rapaz essa mulher é bem jeitosa e eu to numa secura há um bom tempo.
BANDIDO 2: Nem fala, eu também.
BANDIDO 1: Bem dona, a senhora vai apagar nosso fogo.
JOÃO GUSTAVO: Como assim?!!! O que vocês vão fazer?!!
BANDIDO 2: Senta aí! Se não quiser morrer! (empurra J. Gustavo no sofá)
ANA: Por favor não me façam mal, em nome de Jesus eu lhe imploro.
BANDIDO 1: Calma dona, se a senhora ficar calada vai dar tudo certo.
JOÃO GUSTAVO: Não atrevam a colocar um dedo nela!
BANDIDO 2: Senta aí ô valentão, senão vou lá dentro e faço coisa melhor.
JOÃO GUSTAVO e ANA: Não! Nosso filho não!
BANDIDO 2: Então colaborem. Vamos dona, quer aqui na frente do seu maridinho ou em outro lugar?
ANA: tudo bem, lá dentro. (Ana levanta-se e segue em direção ao quarto dela) . – Senhor meu Deus, por favor me livre dessa tragédia! Por favor Senhor me livre, em nome de Jesus Teu filho...
BANDIDO 2: Para de rezar! Vai logo!
Quando já iam saindo da sala o bandido que seguia Ana deu um grito forte, soltou a arma e começou a gemer muito.
BANDIDO 1: Que é isso cara?!!
BANDIDO 2: Não sei! Meu braço está dormente e doendo muito. Ai! Dói demais ( neste momento cai no chão e grita bastante, agora já colocando a mão sobre o peito esquerdo.
JOÃO GUSTAVO: Seu amigo está tendo um ataque cardíaco!
BANDIDO 1: Que nada! Senta aí! Levanta véi! Deve ser um mau jeito que você fez.
O bandido 2 já não conseguia mais falar, só balbuciava. E com muita agonia pedia ajuda ao outro, sem nenhum sucesso.
JOÃO GUSTAVO: Chame um médico! Seu amigo precisa de socorro!
Nesta hora Ana abaixou-se e começou a fazer massagem cardíaca tentando reanimá-lo e gritou:
ANA: Vai! Liga pro hospital, ele está tendo uma parada cardíaca! Liga, senão ele vai morrer.
BANDIDO 1: Se eu ligar a polícia vai me prender.
ANA: Então liga amor (falando com J. Gustavo)
SÉRGIO: Vocês estão loucos! Deixa esse infeliz morrer! Ele quase te estuprou Ana!
J. Gustavo não se importando com o que Sérgio falava pegou o telefone, o outro bandido o interrompeu:
JOÃO GUSTAVO: Então ligue você! Depois passe pra mim que eu falo com o médico. Seu amigo precisa de cuidados médicos senão morrerá.
BANDIDO 1: Tudo bem. (Ele liga e quando a recepcionista atende ele passa para J. Gustavo)
JOÃO GUSTAVO: Por favor, mandem uma ambulância com um médico, pois tem uma pessoa tendo um ataque cardíaco, o endereço é....
Enquanto isso, Ana continua tentando salvar o bandido fazendo massagem cardíaca. Sérgio olha para os dois e balança a cabeça desaprovando. Poucos minutos depois a ambulância chega. E quando o outro bandido ouve a sirene da ambulância, pensa que é a polícia e sai desesperado pelos fundos. J. Gustavo abre a porta e entram o médico e dois enfermeiros. Examina o rapaz e diz:
MÉDICO: Ele está tendo um ataque cardíaco, vamos levá-lo. Mas os primeiros socorros salvou a vida dele.
JOÃO GUSTAVO: Minha esposa Ana (abraçou-a) foi ela quem salvou esse rapaz, ou melhor, (virando-se para o bandido que já estava um pouco melhor) foi Jesus quem te deu uma nova chance, pense nisto.
Os enfermeiros o colocaram numa maca e quando já iam levantando;
BANDIDO 2: Por favor, me deixem um minuto a sós com eles.
MÉDICO: Você precisa ser medicado. Mas só um minuto. (o médico e os enfermeiros saem)
BANDIDO 2: Perdoem-me, por favor! (Com a voz trêmula e fraca)
ANA: (aproximando-se dele) Como o meu esposo já lhe disse Jesus te deu uma nova chance, agarre-a com unhas e dentes.
BANDIDO 2: Eu mereço apodrecer na cadeia. Sou um lixo. (chorando)
ANA: Pode ficar despreocupado que não vamos lhe entregar a polícia.
BANDIDO 2: Dona, eu quase ia ...
ANA: Calma! Só lhe peço uma coisa. Você hoje teve uma nova chance, não fui eu quem salvei sua vida, e sim Jesus. E Ele quer salvar tua alma. Entregue sua vida a Ele e ele mudará por completo.
BANDIDO 2: Mas, eu sou tão mal. Já fiz tanto mal aos outros. Quase fazia um grande mal pra vocês. Será que Jesus vai querer alguém assim como eu?
ANA: Claro! Ele te ama. Só em você reconhecer que errou, já é um bom sinal. Arrependa-se de tudo e entregue tua vida a Jesus.
BANDIDO 2: Eu to arrependido e quero esse Jesus. Como eu faço?
ANA: Simples. Venha aqui amor (chama J. Gustavo) vamos falar com Deus. Feche seus olhos e diga amém sempre que você concordar com o que eu disser.
BANDIDO 2: Tá bom.
Eles fazem um círculo e começam a orar.
ANA: Senhor, glorificado seja o Teu santo nome. Agradecemos nesta hora Pai, por este desfeche. Obrigada, por esta oportunidade que Tu nos concedeste, aqui está mais uma alma entregando sua vida a Ti Pai. Toma em Tuas mãos e muda esta vida, faz dele um homem novo e cuida da saúde dele, Pai. Em nome de Jesus, Amém.
BANDIDO 2: Obrigado a vocês. Agora vou mudar, pois tenho Jesus comigo.
ANA e JOÃO GUSTAVO Amém.
O médico e os enfermeiros entram e o levam. Sérgio comovido os observava de longe.
SÉRGIO: Sabe, vocês sempre me chamaram pra visitar a igreja de vocês, nunca quis ir. Pois, sempre achei que crente usa uma capa de santinho só pra conseguirem se infiltrar na sociedade. Mas hoje vi que isto não é verdade. A cena que presenciei aqui hoje mudou algo aqui dentro e no próximo domingo vou na igreja com vocês conhecer esse Jesus que vocês tanto falam.
Os três se abraçam e saem de cena.
FIM
Quando os personagens estiverem saindo apagam-se todas luzes e coloca-se no retro projetor Mateus 5:44-48.
Se na sua igreja não tiver retro projetor escrevam com letras bem legíveis e duas pessoas vão até o começo do palco e ficam por alguns segundos.
 
Diversos: