JÁ QUE NÃO POSSO IR... ENTÃO VOU CONTRIBUIR

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JÁ QUE NÃO POSSO IR... ENTÃO VOU CONTRIBUIR
A menina está convencida sobre o trabalho de missões, e tem desejo de contribuir ir .
A família(a mãe em especial) tem um desprezo pelo trabalho de missões.
Um sonho/pesadelo a leva a repensar...

MARTHA: Mãe de Míriam
MIRIAM: Criança de 10 anos
RODRIGO: Pai de Míriam
HELENA: Missionária
SOLDADOS: Dois ou três

Martha arrumando a filha Mirian para ir a igreja
MIRIAN: Mamãe! Me dá um real pra mim dar de oferta missionária no culto infantil?
MARTHA: Não minha filha, outra hora a mamãe te dá um dinheirinho pra você tomar um sorvete com a Gabi.
MIRIAN: Não Mamãe! Eu não quero tomar sorvete eu quero ofertar para missões
MARTHA: Filha, pare com essa conversa e se arrume logo.
MIRIAN: O Pastor falou que muitas pessoas estão abandonando os campos missionários por falta de dinheiro, não tem nem como comer ou tratar dos doentes.
MARTHA: Ah... As coisas não são bem assim, vida de missionário não é tão ruim, e oferta é coisa pra gente rica. Deus não ia querer tirar de nós que somos pobres para dar a eles, fique despreocupada filha.
RODRIGO: (Entra) E aí vocês estão prontas?
MARTHA: Prontíssimas, falta só colocar esse colar, você me ajuda? (Um colar de brilhantes, que possa demonstrar que eles são ricos)
RODRIGO: Martha, pra que tudo isso, onde você vai tão chique assim?
MARTHA: Como onde eu vou Rodrigo, nós vamos a Igreja, não é?
MIRIAN: Papai! Me dá um real?
RODRIGO: Tudo bem, mas pra que você quer tannnnnto dinheiro assim? (sorrindo, retira a carteira do bolso)
MIRIAN: Pra mim dar de oferta missionária no culto infantil?.
MARTHA: Filha! A mamãe já não falou pra você parar com essa conversa?
MIRIAN: Mas mãe...
MARTHA: Nada de mais, isso é responsabilidade da Junta de Missões e não nossa. Agora vamos! E se tem alguma coisa que o pastor falou é que não é pra ninguém chegar atrasado.
(Saem, apaga-se as luzes, BARULHOS DE GUERRA DE FUNDO, PESSOAS DEITADAS NO CHÃO COM LENÇOL SOBRE ELAS, UMA PESSOA CANTANDO)
HELENA: Há esperança para o ferido, como árvore cortado marcado pela dor...
Chega Rodrigo e Martha.
MARTHA: (Desesperada) O que é isso? O que fizeram com a Igreja?
RODRIGO: Será que eu errei o caminho?
MARTHA: Que barulho é esse? Parece que estamos no meio de uma guerra.
HELENA: Mas vocês estão mesmo.
MARTHA: Quem é você?
HELENA: Meu nome é Helena, você é a Martha e ele seu esposo, Rodrigo?
RODRIGO: Como nos conhece?
HELENA: A Junta de Missões Mundiais.
MARTHA: Como a Junta de Missões? O que eles fizeram?
HELENA: Não sei muito bem, mas eu pedi ajuda e no mês passado eles me escreveram falando que mandarias uma família para me ajudar, pois o trabalho tem sido muito difícil.
RODRIGO: Você quer dizer que estamos num campo missionário?
HELENA: Sim. Estamos no Oriente Médio, no meio de uma guerra.
Neste momento cai uma bomba e ouve-se um grito de criança
RODRIGO e MARTHA: Mirian!!!! (saem correndo e voltam com ela no colo)
HELENA: Coloquem ela aqui. Sou médica poderei ajudá-la.
MARTHA: Minha filha, você está bem?
MIRIAM: Onde estamos papai?
RODRIGO: No Ori... É...
MARTHA: Nós estamos numa visita missionária filha. Ela é a Dra. Helena.
HELENA: Missionária Helena, por favor, é assim que gosto que me chamem.
MIRIAM: Você é uma missionária?
HELENA: É, sou sim.
MIRIAM: Que legal!!! Quando crescer também serei uma missionária.
MARTHA: (Braba) Pare de falar besteira filha (para Helena) Desculpe. Agora fique quieta filha, deixe ela ver se você está bem.
HELENA: Ela está ótima, foi só um susto.
MARTHA: Que bom, mas o que você faz aqui sozinha, nessa guerra?
HELENA: Deus me mandou aqui para falar do amor dele por essas pessoas
MARTHA: E como você pode falar do Amor de Deus no meio de tanta dor?
HELENA: Não tem sido fácil, mas Deus é a nossa Esperança, não de uma vida melhor, eu sei que as coisas só irão piorar, mas Ele é a esperança de um futuro... de um céu... e mesmo no meio de tanta tribulação, acredite, é possível ter paz.
RODRIGO: (Indignado) Mas e a dor dessas pessoas?
HELENA: Eu sinto maior dor do que eles. Ao ver que tantas pessoas nessa guerra estão morrendo sem conhecer Jesus. E eu sei que poderíamos ter mais pessoas aqui trabalhando e outras ofertando lá do Brasil mesmo.
RODRIGO: Só tem você aqui neste campo?
HELENA: Agora sim. Os outros que vieram... (Silêncio e choro
RODRIGO: O que aconteceu?
HELENA: Eles foram assassinados, inclusive meu esposo. Entraram soldados, onde estavam cultuando ao Senhor, fuzilaram todos, eu não estava no local, tinha saído e quando cheguei estavam mortos.
RODRIGO: Meu sentimentos. Acredito que o pior de tudo deve ser isso, essa guerra que parece não parar?
HELENA: A maior guerra não é essa que você está ouvindo os barulhos.
RODRIGO: Como assim?
HELENA: A maior guerra é a que vivemos aqui dentro (Coloca a mão no peito), Nós lutamos para não ofertar, lutamos para ficar em casa num dia chuvoso, lutamos para não falar do amor de Deus àquele vizinho mal criado. Essa é a maior guerra, a guerra do comodismo. Enquanto estamos parados o mudo está morrendo sem Cristo.
O LUGAR É INVADIDO POR SOLDADOS QUE GRITAM TODOS AO MESMO TEMPO.
SOLDADO: Cala a boca! Cala a boca! Acabou a festa! Vou matar todo mundo... (Atira pra cima, todos gritam e os soldados dão risada) Vocês são pregadores de mentiras? Falem. Vocês são pregadores de mentiras?
RODRIGO: Se somos mentirosos você não devia nem perguntar.
SOLDADO DERRUBA-O NO CHÃO E CHUTA-O ATÉ COMEÇA A TOSSIR
HELENA: Parem, vocês estão procurando a mim. Parem!
SOLDADO: Além de mentirosa é valentona! (Ri, segurando o queixo dela)
HELENA: Não! Sou pregadora da Única verdade.
SOLDADO: Você fala deste livro? (Joga a bíblia no chão, a menina tenta pegar)
MIRIAN: A bíblia!!!
SOLDADO: Tire a mão (Aponta uma arma)
MARTHA: Vem filha (Arrastando a menina)
HELENA: Deixem eles, já falei é a mim que vocês procuram.
MARTHA: (Aflita) Helena!
SOLDADO: É ela mesmo, “A Helena da palavra”. Mentirosa (Zombando)
HELENA: Vocês não sabem o que estão fazendo. (abaixa-se, pega a bíblia)
SOLDADO: Tire a mão (Aponta uma arma, gritando) Tire a mão.
HELENA: Deus não te fez para destruir vidas, Ele te fez para protegê-las.
SOLDADO: (gritando) Cale a sua boca. Diga que é mentira ou você morre.
HELENA: Como posso dizer que é mentira? É a verdade mais linda que existe. Jesus, Ele te ama!
SOLDADO: Não brinque comigo, você vai morrer. Negue a Jesus.
HELENA: Quem está em Jesus, ainda que esteja morto viverá, e eu sei que meu mestre me espera no céu, lá viverei ao lado do Grande Rei. Posso ouvi-lo me chamar.
SOLDADO: Cale a boca, cale a boca, você vai morrer, cale a sua boca, mentirosa. (com a arma apontada)
MARTHA: Helena!!!! (Abraça sua filha)
RODRIGO: Pare, não faça isso.
(SOLDADO ATIRA, AS LUZES SE APAGAM, FECHA-SE AS CORTINAS AO FUNDO A MÚSICA: Tantas lutas, tantas dores... ABRE A CORTINA, MARTHA ESTÁ NO CHÃO SENDO EXAMINADA PELA DRA. HELENA)
MARTHA: (Acorda) Nãooooooooooo!!!!!
HELENA: Calma Martha.
MARTHA: Helena!!!! Você não... Onde estou?
RODRIGO: Em casa.
MARTHA: Mas..
RODRIGO: Nós estávamos saindo pra ir a Igreja e você torceu o pé, caiu na escada e ficou desacordada.
MARTHA: Ah, à quanto tempo estou aqui.
RODRIGO: À uns 10 minutos, eu te trouxe pra cá e liguei pra Dra. Helena. Ela já te examinou e disse que não foi nada grave. Você está sentindo alguma dor?
HELENA: É você está bem, só precisa tomar mais cuidado com esses saltos em escadas. Agora levante-se daí.
MARTHA: Obrigada. Puxa enquanto estive desacordada, tive um sonho... ou visão, chamado, sei lá...
RODRIGO: Vamos indo pra igreja, e você nos conta tudo no caminho.
MARTHA: Filha, você pegou Oferta de missões?
MIRIAM: Sim, o papai me deu um real
MARTHA: Deixa de ser pão duro, dá logo dez reais aí Rodrigo. (Vão saindo)
HELENA: Vocês me dão uma carona pra igreja, o Paulo já foi , ele tinha ensaio...
 
Deus de Amor
Diante do Trono
Tantas lutas, tantas dores
Num deserto pareço estar
Mas te entrego os meus temores
Sei que em Ti, Senhor, posso confiar
Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança
Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança
Como é bom poder pertencer a um Deus de amor
Como é bom poder confiar em tua fidelidade
Eu descanso em Ti, eu espero em Ti
Eu te adoro, Deus de amor
Em Ti eu posso me alegrar
Com ousadia declarar
O Deus a quem eu sirvo
Nunca falhou e não falhará
Como é bom poder pertencer a um Deus de amor
Como é bom poder confiar em tua fidelidade
Eu descanso em Ti, eu espero em Ti
 

 

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