O ÚLTIMO JOGO

Versão para impressão

O ÚLTIMO JOGO A paixão de Cristo contada como sendo uma partida final.
A Final de uma Copa entre o Filho do Homem e o Filho da Perdição...

 

Entram torcedores...
 
NARRADOR:
Você torce pelo Brasil?
Eu torço e quero ver o Brasil sendo um país próspero e abençoado.
Você se lembra da época de Copa do Mundo, quando todo mundo torce?
Esta hora decisiva faz-me lembrar aquela última partida que se travou no Calvário; foi a mais emocionante e decisiva de todas, porque foi de caráter universal.
A primeira disputa travou-se apenas entre dois campeões: um campeão do bem, outro campeão do mal. Um era filho de Adão (ou filho do homem), outro era filho da perdição (príncipe das trevas). O local foi o deserto – O “filho de Adão” venceu no terceiro “round”. Começaria o campeonato cujo troféu final era a alma do homem; quem vencesse ficaria com todas as almas.
 
OUTROS JOGOS SE SUCEDERAM
 
NARRADOR:
Foi um verdadeiro vale-tudo porque o “príncipe das trevas” não respeita regras e nem tem escrúpulos. Foi tentação, traição, tentativa de suborno, chantagem, tudo enfim.
Durante três anos e meio esse campeão do bem procurou reunir um time selecionado de homens sinceros, crédulos, discipuláveis. Doze homens para jogar no seu time.
Conhecendo o inimigo que tinha, treinou-os noite e dia, 24 horas. Ele mesmo era o técnico, o capitão do time e o único artilheiro.
Na concentração que tivera às vésperas do último jogo, os doze estavam já tão afadigados que dormiram. O capitão treinador perguntou-lhes:
 
CAPITÃO TREINADOR:
- Nem uma hora vocês podem velar comigo?
 
NARRADOR:
O inimigo procurou dispersá-los e pressioná-los o mais que pôde antes que entrassem em campo. Conseguiu comprar por 30 moedas de prata um dos jogadores para fazer gol contra. Pressionou de toda a forma o “filho de Adão” que este chegou a pedir o cancelamento da partida.
CAPITÃO TREINADOR- “Pai, se é possível passa de mim este cálice! Contudo faça-se a tua vontade”.
 
NARRADOR:
Chegou a hora de começar o jogo! Quando as forças inimigas entraram em campo era em quantidade e em força física muito maior que a dos doze. Como o inimigo não obedecia a regras além de serem em muito maior número traziam espadas e varapaus (o vale-tudo)
Em vista de tudo isso os onze jogadores debandaram deixando o goleiro sozinho, fugiram apavorados.
A partida começou em tremenda desigualdade numérica e desvantagem para o time do “capitão do bem”. O inimigo tramava:
 
CAPITÃO INIMIGO:
Vamos ver se a gente consegue levá-lo a desistir antes mesmo do fim da partida, ele é perigoso, mesmo tendo sido abandonado pelo time todo. Vamos ver se vencemos por desistência. Ele já foi abandonado pelos seus jogadores agora vamos ver se conseguimos que ele seja desprezado pela sua torcida, aquela que há poucos dias o aplaudia entusiasticamente pelas ruas aclamando-o:
 
TODOS:
Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!
 
CAPITÃO INIMIGO:
Vamos ver se viramos a cabeça dessa torcida. Se, ao invés disso, só pedem a crucificação dele. Já conseguimos jogar os chefes do seu povo contra ele, vamos ver se jogamos agora todo o povo também.
 
NARRADOR:
E logo em seguida ele perdia as batalhas no Sinédrio, primeiro grande ataque do inimigo, mas não conseguiu fazer gol.
 
DE IMEDIATO VEIO O SEGUNDO ATAQUE
 
NARRADOR:
No Pretório de Pilatos: acusações, calúnias, falsas testemunhas, mas não conseguiram fazer gol.
 
 
CAPITÃO INIMIGO:
Não conseguimos nada com Pilatos. Vamos ver se conseguimos com Herodes, este é mais duro e sanguinário – dizia o técnico do time inimigo.
 
NARRADOR:
No palácio de Herodes deu-se o terceiro ataque – escárnio e zombaria. Mas nada de gol. O goleiro campeão e capitão pegava todas; não passava uma. O nervosismo do inimigo aumentava.
Novamente no palácio de Pilatos, o jogo começava a ficar difícil ataque e mais ataques de todos os lados. Bola na trave, chute rasteiro, cabeçadas. De um lado, multidão de atacantes, do outro, um goleiro sozinho, sem time, sem torcida. Ele é o único representando todos os descendentes de Adão. Não pode errar; por isso evita até falar. Concentra-se inteiramente. Pensa em uma multidão de escravos que dependem dessa vitória para se libertar. O adversário já estava confuso e Pilatos, vendo que nada adiantava, encerrou o primeiro tempo da partida sem nenhum gol, lavando as mãos e entregando-o para ser crucificado. Ninguém conseguiu até aí arrancar dele nenhuma palavra de blasfêmia, nenhum impropério, nenhuma renúncia, nenhum gol ou falta sequer.
Mesmo no intervalo do jogo o inimigo não o deixa descansar. Tece uma coroa de espinhos, crava-as na testa e bate-lhe com um caniço (cetro de ignomínia na cabeça); é o vale-tudo. Não obstante, nada consegue.
Começa no segundo tempo. A escolta romana ávida de sangue, grita:
 
TODOS:
Crucifica-o! Crucifica-o!
 
NARRADOR:
É estendido sobre a cruz e pregado nela. Nenhum gemido, nenhuma blasfêmia, nenhum gol.
A cruz é levantada com estupidez e quando bate fundo no buraco suas carnes se dilaceram nas mãos e nos pés – o goleiro continua calado, concentrado. Não deixa passar nada. Vem bola de todos os lados.
 
OS DOIS MALFEITORES:
1- Se tu és filho de Deus desce da cruz.
 
NARRADOR:
Os dois malfeitores também clamam:
2- Salva-te a ti mesmo e a nós.
2- Salvou os outros, salva-te a ti mesmo.
NARRADOR:
A partida vai chegando ao fim, as luzes se apagam, o “estádio” fica numa penumbra. O único que ainda estava ao seu lado – o Pai se retira da tribuna de honra onde com os anjos assistiam a partida. Só, então, ele grita:
 
CAPITÃO TREINADOR:
- Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
NARRADOR:
Ficou só, sozinho. Sem time, sem torcida, sem assistência do Pai e dos anjos. Ele já apresentava sinais de cansaço físico e esgotamento – disse: Tenho sede. A partida já durava mais de 14 horas; o inimigo ansioso aguardava pelo menos um gol contra (uma blasfêmia ou renúncia – descer da cruz). Tudo concorria para isso. Não havia hora mais propícia. Mas ao contrário de tudo isso, mesmo com as mãos e pés pregados na cruz, reuniu as últimas forças e com uma só palavra consegue fazer o único gol da partida – o gol da vitória: garantindo libertação de todos os cativos.
 
CAPITÃO TREINADOR:
Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. E encerrou o jogo dizendo:
está consumado! Nas tuas mãos entrego o meu espírito. Amém.
 
CAPITÃO INIMIGO:
Não é possível! Não é possível! Gritaram os inimigos derrotados. Mas estava irremediavelmente derrotado. O filho do homem ganhou o jogo e o campeonato também.
 
NARRADOR:
Os anjos nos céus saltaram de alegria e prepararam a festa de recepção do grande e único campeão e cantaram:
TODOS:
“Levantai, ó portas as vossas cabeças; levantai-vos ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória”.
- Quem é o Rei da Glória?
- O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso nas batalhas.
- Levantai, ó portas as vossas cabeças; levantai-vos ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória.
- Quem é o Rei, quem é o Rei da Glória? Quem é o Rei, quem é o Rei da Glória?
- O Senhor dos Exércitos. Ele é o Rei, Ele é o Rei da Glória
 
 

Fonte Ministério El Shamah

Datas: 
Estilos: 
Temas: 
Diversos: