PARÁBOLAS PARABÓLICAS - JONAS-O PROFETA

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Jonas o ProfetaA História Bíblica do profeta que recebeu(de Deus) o local e a mensagem que deveria pregar. Jonas o cara que tentou fugir.

NESTA  VERSÃO, o autor trouxe para o Brasil, e no presente tempo, no Rio de Janeiro.

O autor aproveita, ainda, o texto para criticar desde Iemanjá até Edir... Marchas, determinações, fogueiras...

 
CAPITÃO DO NAVIO: - Acorda fio duma jumenta!
PROFETA JONAS: - Mas o que é capitão? Por que perturbas meu sono?
CAPITÃO: - Não estais vendo que este navio está a fazer água? Estamos num tufão! Num tsunami! Valha nos Netuno! Faça alguma coisa!
JONAS: Mas eu não entendo nada de navios, tão pouco de tempestades!
CAPITÃO: Você não é Jonas, o Profeta, filho de Amitai?
JONAS: Sim! Como sabes?
CAPITÃO: Eu vi vocês no porto. Despediu-se de seu pai dizendo que Deus havia colocado em seu coração fazer uma cruzada de avivamento em Boca Raton na Flórida, Estados Unidos. Peça ao seu Deus que pare esta tempestade!
JONAS: Bem. Não sei se Deus me ouve, não era bem para Flórida que eu deveria ir...
CAPITÃO: Marinheiro! Chama o macumbeiro que está lá na galé! Diga-lhe que jogue seus búzios, pois este telepastor aqui há de ser um profeta menor e só é capaz de acalmar tempestade em copo d’agua!
NARRADOR: E foram marinheiro, macumbeiro e capitão jogar flores ao mar quando, dizem, iemanjá pediu a cabeça de Jonas.
Como naquele tempo o pessoal não só tocava nos ungidos, mas também os davam de oferenda, seja para que demônio fosse, a sereia do capeta teve sua vontade atendida!
Jogaram o profeta ao mar revolto e, junto com ele rolaram pela amurada do navio:
2 dúzias de rosas,
3 litros de perfume da Avon e mais
30 pulseiras de plástico, sem nem ao menos aquele barquinho de sushi que se usa para estes despachos.
Pois é, e como o músico Zé Rodrix profetizou, foi assim que Jonas virou música sem ser por vontade própria!
E logo se viu comprometido, sem assinar papel, a fazer a vontade de Deus ou ter na baleia a sua casa, sua cidade, até o fim da vida!
ELE (O Grande Eu Sou): - Jonas, Jonas, onde estão agora os seus ternos de linho e suas botijas de óleo ungido?
JONAS (arroz de sushi de peixe vivo): - Deus?!
ELE (O Grande Eu Sou): Sim, Jonas. Eu não te mandei ir para São Gonçalo? O que fostes fazer na Flórida?
JONAS: Mas Senhor aquele povo é ruim! Não querem saber de Evangelho! Não querem orar, só querem marchar! Vivem de querer ver sinais e maravilhas.
NARRADOR: E de fato era assim o povo daquele tempo...
Crianças na fé, haviam esquecido a sã doutrina.
Viviam agora um tal de reteté, ninguém usava mais sandálias, eram sapatinhos de fogo!
Rodopios e línguas estranhas, óleos, espadas, arcas e baús...
Não queriam saber dos antigos profetas e nem da Santa Palavra.
Viviam de “revelamentos”.
A bíblia seguia sempre fechada, como um desodorante, não saia de debaixo do braço...
E para não ser injusto, quando liam algo das Escrituras era de Malaquias, a quem andam dando uma moral maior que a do Cristo!
E, fora isto, era marcha e mais marcha...
E pensar que Cristo foi andando à Cruz, tomando pancada...
E quem marchava?
Quem marchava?
Mas não eram os soldados romanos os marchadores na história?
Vá entender esta mania de marchar...
Mas determinar o povo sabia!
Determinavam vitórias e mais vitórias e ninguém pagava mais contas em bancos, mas levavam os boletos e carnês para Deus pagar nestes desafios e fogueiras da Universal.
DEUS (o todo poderoso): Jonas, Jonas! Eu te falei para pegar a barca para Niterói e você pegou este navio da CVC para Miami, ô raça ruim!
Agora vou te dar este PC e vais virar blogueiro apologético até que a viagem termine.
JONAS (isca viva): Mas, Deus! Ao menos terei banda larga?
DEUS: Jonas, Jonas! És muito turrão! Pensas ser dono da Minha agenda Jonas? Queres agora controlar Meus planos?
NARRADOR: E foi assim que Jonas passou a dar congestão em peixe e a perturbar os blogueiros da blogosfera com seu legalismo cruel, de dono da verdade, xerife de Deus.
Sisudo, reclamava do bom humor dos blogueiros e dos grupos de teatro.
Queria todos em panos de saco.
Sérios.
Imbuído da missão de determinar a vontade de Deus, já dizia como os outros haveriam de orar, fazer apologética e tudo o mais.
E foi quando já estava prestes a reservar o domínio de Deus no registro do PontoCom do Céu, eis que o próprio Deus atendeu a vontade da baleia nauseada e apressou a viagem:
JONAS (encosto de peixe): Fecha a boca, está entrando água... socorro! Não tosse não, peixe excomungado!
PEIXÃO (sem Sal de Frutas Eno, mas na misericórdia): Arght! Uuuuugo!
NARRADOR: E lá foi Jonas golfado em São Gonçalo.
Nenhuma areia fofinha, ou praia agradável.
Terminou com a cara no asfalto de uma rodovia, transito de sexta-feira, todos indo para a região dos lagos.
Logo encontrou um vendedor de água e biscoito, matou sua fome e sede e ouviu de Deus a ordem unida:
DEUS: Vai pregar pelo arrependimento do povo, ou destruo São Gonçalo em 40 dias e, se vacilar, Niterói vai junto!
NARRADOR: E lá foi Jonas com raiva e mau humor, senhor da “vontade” de Deus pregar para o povo.
E como é o Espírito que faz as coisas, a despeito dos maus bofes de Jonas, foi mesmo o povo se convertendo...
A giração do pastor pilão parou. Os macumbeiros dos sapatinhos de fogo pararam de marchar e foram ler a Palavra e os profetas das “Casas Bahia” cessaram de vender Deus às prestações.
E não foi preciso muito tempo para o próprio prefeito abandonar a macumba, vestir panos de saco e convocar o povo pela TV para jejum e oração.
E foi assim que São Gonçalo deu com a cara no pó!
Missão cumprida, foi se Jonas para cima do morro mais alto e lá remendou um barraco.
Zangado, sentou-se na laje quente para admirar o cumprimento da profecia que ele e Deus (?) determinaram para a cidade.
E como ele (Jonas) era profeta de palavra, ungidão, e não era homem comum para mentir, não queria saber de conversa e que Deus agora honrasse o que disse, pois pouco importavam Seus planos perfeitos e Seus desígnios finais, mais valia a profetada de Jonas. Esta haveria de se cumprir! São Gonçalo ia para o saco!
Fogo neles!
NARRADOR: E ficou o profeta no calor da laje e Deus deu lhe uma bananeira para dar sombra e bananas. E passou noite e um novo dia, mas a cidade ainda de pé e Jonas a esperar a destruição. Abaixo, o povo arrependido seguia na sã doutrina, na Graça. Tudo na Santa Paz.
E ficou assim?
Não!
Deus vai e faz murchar a bananeira (criando a banana-passa no processo) e Jonas se revolta de vez: Chuta a botija de azeite, solta impropérios a Deus, diz que vai virar macumbeiro, telefona para o Edir Macedo... Uma loucura!
DEUS (que não tem planos frustrados): Jonas, por que este piti, este ataque de pelancas, esta raivinha toda menino?
Então estais com pena desta bananeira que criei para viver por um dia apenas, criada para lhe dar comida (*) e sombra, e não se apieda desta cidade de milhões de almas?
Jonas, meu filho, o povo se arrependeu! Estava escrito assim!
Por Mim!
O prefeito fechou a sede da Igreja Mundial, derrubou a Internacional e lacrou a Universal. Até em Niterói já pensam em fechar a Adhonep!
O povo parou com a idolatria!
Vai para Boca Raton meu garoto!
Missão cumprida!
Nota:
(*) Veja como é a Providência de Deus: Vive e morre a bananeira para que Jonas entenda o Amor e ainda seja dado a todo povo saber e entender que os Seus planos são sempre maiores e melhores do que os nossos. Aprendemos que nem sempre vemos ou percebemos os caminhos de Deus, mas devemos ter a certeza que no final da história virá a Perfeição. Vimos ser usado o “incomodo” que tanto desagradou a Jonas para o bem de milhões e, mesmo Jonas, foi edificado e abençoado, pois se cumpriu a vontade de Deus em sua vida e após 3 dias na baleia, Jonas nasceu nova criatura para viver, aprender e herdar de Deus o Reino. Finalmente, ainda teve Deus a bondade de mais uma vez usar a bananeira fiel e nos dar a banana-passa esta delicia saudável que tanto me agrada! Deus é maravilhoso!
 

 

O texto ORIGINAL (bíblico)

Eis o Jonas da versão a desta peça

 

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