PEÇA PERDÃO

Versão para impressão

Peça Perdão A necessidade de respeito e perdão aos pais é abordada através da história de um menino que espoe a a herança de uma postura de desprezo...
Oração e dor ensinam...
“Peça Perdão”

Personagens:
Gabriel (filho)
Fernanda (mãe)
Sérgio (pai)
Caroline (filha)
Júlia (babá)
Cenário:
Sala com Poltrona e uma TV.
Mesa com cadeiras (almoço).
Peça:
Gabriel chega da escola, joga a mochila no chão.
(Sérgio que estava sentado na poltrona, lendo o jornal se levanta e resmunga).
SÉRGIO: Gabriel... É o cúmulo! Você nunca guarda sua mochila em seu quarto!
(Gabriel se vira, nervoso).
GABRIEL: E por que é que eu tenho que guardar alguma coisa, se eu tenho uma empregada?
SÉRGIO: Empregada? Que empregada?
GABRIEL: Oras... Júlia! Não há qualquer outra empregada nesta casa!
SÉRGIO: Mas filho, Júlia não é empregada! É uma babá! A babá de sua irmã.
GABRIEL: Ah pai... Não há diferenças! Mas isso não importa. Estou de saída!
SÉRGIO: Saída? Mas para onde, filho?
GABRIEL: Vou sair com meus amigos, pai.
SÉRGIO: E para onde vocês vão?
GABRIEL: Ah pai, não é de sua conta, ouviu? Estou indo viajar por, mais ou menos, três dias. Quando eu voltar te explico, ta? Estou com pressa.
SÉRGIO: Mas filho...
(Fernanda, que ouviu a conversa, corta Sérgio.)
FERNANDA: Hei Gabriel, como assim “não é de sua conta”?
(Sérgio explica).
SÉRGIO: Fernanda, nosso filho me disse que está saindo para uma viajem de três dias, e não me quer dizer para onde vai!
FERNANDA: Gabriel, você não acha que está sendo mal educado com seu pai?
GABRIEL: Ah, mãe! Quem é você para me dizer se eu estou sendo educado, ou não! Não se lembra de como tratou sua mãe na infância?
FERNANDA: Lembro-me, sim! Eu a tratei mal, reconheço, mas me arrependo de não ter lhe pedido perdão antes de sua morte!!!
(Fernanda faz cara de choro, como se estivesse se lamentando por sua mãe.)
(Gabriel se entristece, mas disfarça sua tristeza e retruca).
GABRIEL: Ah, está bem, mãe! Você é educada, sim. Mas eu ainda preciso ir, meus amigos estão me esperando! Tchau!
(Fernanda e Sérgio tentam impedi-lo, mas não conseguem.)
FERNANDA: Não, filho...
SÉRGIO: Gabriel...
GABRIEL: Até logo, meus pais!
(Gabriel sai de cena).
(Sérgio e Fernanda ajoelham-se e oram a Deus.)
SÉRGIO: Ó Pai, entrego meu filho em Tuas mãos. Direcione seu caminho e endireite sua vida, Deus!
FERNANDA: Senhor, faça de Gabriel tal como Teus anjos! E use meu filho para a Tua obra! Amém.
(Caroline entra em cena.)
CAROLINE: Papai, mamãe, o que houve?
SÉRGIO: Seu irmão, Caroline, ele foi viajar com seus amigos, mas mal sabe ele que estes estão bêbados!
CAROLINE: Oh não! Não entendo meu irmão! Há tantas pessoas boas no mundo, e ele sempre se mete com os piores rapazes!
FERNANDA: Isso é verdade, filha. Mas, mesmo ele sendo assim, não podemos fazer nada. Só Deus é o Todo Poderoso! Mas não faz bem para você ficar pensando nisso!
(Fernanda chama a babá.)
FERNANDA: Júlia...
(Júlia chega.)
JÚLIA: Sim?
FERNANDA: Leve Caroline ao parque, para que esqueça tudo isso um pouco. Não faz bem para ela esta situação!
JÚLIA: Tudo bem, Dona Fernanda!
(Júlia e Caroline saem de mãos dadas.)
(Depois de mais um tempo ajoelhados, Sérgio e Fernanda também saem).
NARRADOR: No dia seguinte, às 18h00min, Sérgio vê uma reportagem na televisão, que fala sobre um acidente que ocorreu na região.
(Sérgio aparece na sala se derramando em lágrimas. Fernanda o vê.)
FERNANDA: Sérgio... Querido, o que houve?
(Assustada, já começa a chorar.)
SÉRGIO: Fernanda. É sobre Gabriel...
(Fernanda o corta) FERNANDA: Gabriel? O que houve querido? Diga logo, está me assustando!
Sérgio continua: Acabei de ver uma reportagem na televisão, que falava sobre um acidente de carro que ocorreu aqui na região. Ela fala que no carro havia cinco adolescentes: dois deles tinham menos de 16 anos, o restante tinha 19 anos. O motorista, que tinha 19 anos, estava embriagado, o carro derrapou numa serra e caiu de ponta-cabeça, não se sabe se houve sobreviventes.
FERNANDA: Mas há chances de ser o carro de Pedro, o amigo de Gabriel?
SÉRGIO: Muitas. Pois pelo que me lembro, Gabriel me disse ontem de manhã que estava combinando um passeio com seus 4 amigos: um com menos de 16 anos e os outros três com 19...
Fernanda se assusta mais e começa a chorar. Os dois se ajoelham novamente e começam a orar.
Escutam uma voz (a do narrador).
NARRADOR: Eu sou Deus. E lhes afirmo que nunca deixo um filho meu desamparado!
Escuta-se a televisão, que diz: “Os bombeiros parecem estar identificando algum sobrevivente do acidente ocorrido a 30 min., pelo que me parece é um garoto com menos de 16 anos!”.
Sérgio e Fernanda se alegram, com esperança.
SÉRGIO: Será que é nosso Gabriel?
FERNANDA: Oh Deus meu! Tomara que seja ele!!!
O repórter continua: “O garoto já está acordado e me parece muito bom! Tem apenas uns cortes. Os bombeiros disseram que ele está raciocinando, ele disse que se chama Gabriel! É incrível! O garoto está ótimo! Apesar de ser o único sobrevivente, sua vida é uma alegria para os bombeiros!”.
Sérgio e Fernanda se alegram e chegam a chorar.
Fernanda ora: Deus, Senhor dos Exércitos: Tu tens sido fiel a mim sempre e demonstrou sua misericórdia para com Gabriel hoje! Sou eternamente grata a Ti! Amém.
NARRADOR: Dois dias depois, Gabriel já está completamente são e todos vão almoçar.
Gabriel ora: Deus meu: “Quero lhe agradecer pelo alimento servido hoje e mais ainda pela minha vida! Tu és maravilhoso! Amo-te para sempre, amém”. Pai, quero lhe pedir desculpas pela minha ignorância e falta de educação. Não valorizei as tuas palavras! Perdoe-me, por favor!
SÉRGIO: É claro que te perdoo filho! Eu te amo! E nada do que fizeres vai tirar de mim esse amor!
NARRADOR: Amem, respeitem, abençoem e obedeçam sempre a seu pai, pois ele te ama e ele se alegrará de você a cada bom ato que praticares!!! Não permita que sua vida acabe sem que você peça perdão a ele por todos os seus mal feitos! Peça perdão hoje mesmo. Ele é teu pai, ele te ama! E não se esqueça de que nesta vida temos dois pais: “Deus” e “papai”, respeitem e obedeçam ambos! Lembre-se de que o amanhã não nos pertence. Peça perdão! Eles te perdoarão!!!

 

Autora: Aline Cristina Francisco - 12 anos – Bauru/SP

 

Datas: 
Estilos: 
Idades: 
Diversos: