Ciço precisa ouvir... Quem irá até ele? Sugestões de hinos:
Hino 1: “Canto Forte” – Cristina Mel: CD Gratidão
Hino 2: “Liberdade pra amar”– Cristina Mel: CD Mel
Hino 3: “Nosso Pai Que Estás no Céu”- Hino 384 HCC
Hino 4: “Que estou fazendo se sou cristão?” – 552 HCC
NARRADOR: A idolatria e o sincretismo é a marca da religiosidade do povo nordestino, especialmente no sertão onde a miséria e as péssimas condições de vida subjugam o povo. O nordeste representa um grande desafio e o avanço do evangelho tem sido muito lento. O povo nordestino tem buscado a Deus, mas muitas vezes isso se dá de maneira equivocada.
CIÇO: Bora muié, traz us meninu. Vamo que o camião do Severino já vai sair pra Lapa.
DAMIANA: Oxê, home, se acalma que num posso esquecer de levar as velas do santo.
CIÇO: Ocê tá certa, muié. Quem sabe dessa vez o santo arresolve nossos probrema.
(saem com os filhos)
NARRADOR: Este é o triste retrato da nossa gente. Um povo cheio de crendices, sem esperança e que se prende a falsos cultos e falsas religiões. Um povo que desconhece a verdadeira cura que só existe em Jesus. Uma gente sofrida, repleta de incertezas.
(Entra o grupo de jovens e canta “Canto Forte”)
(Ciço volta e encontra Zé, um amigo)
ZÉ: E aí, Ciço, como foi a viagem?
CIÇO: Vixi! Zé, foi uma beleza!
ZÉ: E o amigo arcançou arguma graça dessa vez?
CIÇO: Eu mesmo não, mas sabe aquela Zefa, mulé de mininu, aquele que tem um primo? Pois então, o cachorro do tio do cunhado do primo dele, que tava com a patinha esquerda machucada, ficou com a direita boazinha, boazinha...
ZÉ: É, Ciço, acho que está na hora de muda de ideia... (sai rindo)
(Ciço fica sozinho e pensativo)
CIÇO (pensando alto): Sabe que o Zé tem razão?! Eu já apelei pra tudo quanto é santo e meu sofrimento num acaba. Num é só a seca, a miséria... eu trago uma miséria bem maior aqui no meu peito. Preciso de paz, de liberdade... me sinto preso, parece que uns laço invisive me amarra. Eu quero conhecê, se existe, uma liberdade mesmo...
Ué... Parece que tô ouvindo uma música dentro de mim...