VOCÊS NÃO ME ENTENDERAM

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A GRANDE FESTATema: Parábola da Grande Festa – Lucas 14.15-23
Sinopse: Rei prepara uma grande festa e convida diversas pessoas, todos arrumam alguma desculpa para não ir, então o Rei manda chamar os pobres, coxos, cegos, etc... até que a casa esteja cheia. Vendo a casa cheia, os convidados resolvem ir a festa, mas o Rei não os deixa entrar.
Tempo aproximado: 20 minutos
Personagens: Rei, Mensageiro, Copeiro, Homem do campo, Donos dos bois, Casal, Pobres, coxos, cegos, etc.
Local: Frente da porta da casa do Rei

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(Mensageiro ao lado da porta. Rei sai pela porta. Entrega um pergaminho ao mensageiro)
REI: - Mensageiro, eu tenho uma mensagem para você.
MENSAGEIRO: - O Rei avisa: haverá uma grande festa no palácio real. Serão servidas as melhores bebidas, as melhores comidas do reino! Tudo será servido de graça! Homens, mulheres, crianças, todos estão convidados. Ninguém poderá faltar! São ordens do Rei.
REI: - Não! Não é assim que você deve ler...Eu quero um mensageiro alegre. Uma festa real deve ser anunciada com convicção, ânimo. Se for de outra maneira, ninguém acreditará. Leia novamente.
(Mensageiro lê. Rei vai orientando, dirigindo a leitura do convite)
COPEIRO: (ao Rei) - Senhor, os preparativos da festa vão muito bem... Daqui há três dias estará pronto o banquete da festa.
(Mensageiro lê o convite no fundo da sala, no público)
REI: - Esta será a maior festa da minha história! Quero ver homens, mulheres e crianças sorrindo, comendo e bebendo do melhor! Quero ver todos alegres! Quero que todos deixem os seus afazeres e venham conhecer o meu paraíso. Quero mostrar uma vida nova a todos eles.
COPEIRO: - Senhor, o banquete para a festa está preparado. Os criados estão prontos para servirem os convidados. Tudo está pronto!
REI: (ao mensageiro) - Vá avisar aos convidados que o banquete está pronto. Ninguém pode faltar. Vá rápido. Não há tempo a perder.
MENSAGEIRO: (meio do público) - O Rei avisa: o banquete para a festa está pronto. Venham todos. Ninguém pode faltar. A festa vai começar...
(O homem que comprou o campo movimenta-se no meio do público)
MENSAGEIRO: - Hei, você! Vejo que não está indo em direção da casa do Rei... O banquete está pronto. O Rei lhe espera.
HOMEM: (muito animado) - Sabe, meu amigo, consegui comprar um campo. O campo dos meus sonhos... Finalmente vou ter um lugar sossegado para os meus finais de semana. Você me entende, só trabalhar, trabalhar, não dá... A minha família vai adorar. Agora meu amigo, vou vê-lo.
MENSAGEIRO: - Mas o Senhor comprou um campo sem vê-lo antes? Vá amanhã para o campo. Ele ainda estará lá! O banquete é hoje. Tudo está pronto. O Rei está a sua espera...
HOMEM: - Vejo que você não me entende... (sai resmungando).
MENSAGEIRO: (avisando) - Hei, amigo, o Rei não vai gostar...
(O dono dos bois caminha para outra direção)
MENSAGEIRO: - Acho que o senhor errou o caminho! É ... a casa do Rei fica nesta direção... O banquete da festa do Rei está pronto.
DONO DOS BOIS: (nervoso, obcecado pelo bens) - Como? Ir numa festa? Não tenho tempo a perder. Seu moço, enquanto que o povo está nesta festa, eu vou testar as cinco juntas de bois que comprei. Custou uma fortuna... Você entende?
MENSAGEIRO: - Eu não acredito que o senhor tenha comprado bois sem testá-los antes, sem saber se são mansos, se trabalham...
DONO DOS BOIS: - Não tenho tempo a perder. São cinco juntas de bois. São escravos para o trabalho. E eu já estou perdendo tempo, dinheiro. Eles estão parados. É tempo de lavrar, de plantar. O tempo vale ouro.
MENSAGEIRO: - Mas o banquete do Rei é hoje! O senhor é um dos convidados. O Rei está a sua espera...
DONO DOS BOIS: (com raiva) - Eu vejo que você não me entende...
MENSAGEIRO: - Hei, amigo, o Rei não vai gostar...
(Entra o casal pelo centro do público)
MENSAGEIRO: - Oh! Que belo casal! Com certeza vocês estão vindo à festa do Rei.
ELE: - Não...
MENSAGEIRO: - Não?! Mas como? Vocês são convidados.
ELE: - É que,....acabamos de nos casar....
ELA: - Isso mesmo. Estamos indo para nossa lua-de-mel...
ELE: É como disse o nosso pai Moisés: “Um homem recém-casado tem o direito de ficar um ano, fazendo com que sua mulher se sinta feliz!” (Dt 24.5)
MENSAGEIRO: - Mas esta lei quer dizer apenas que você está isento do serviço militar...
ELE: - Nós queremos nos divertir, amar...
ELA: - Sim, queremos viver a nossa bela história de amor.
MENSAGEIRO: - Mas vocês são convidados do Rei. Vocês já sabiam da festa. Tudo está pronto. O Rei está a espera de vocês...
ELE e ELA: - Vejo que você não nos entende!
MENSAGEIRO: - Hei, amigos, o Rei não vai gostar! (voltando de costas ao Rei)
(Rei vendo o mensageiro)
REI: - Oh, meu mensageiro fiel... Diga-me: as ruas, estradas, os atalhos em direção à minha casa devem estar cheios de gente. Todos os convidados vem chegando à minha festa, não é mesmo?! A hora está chegando...
MENSAGEIRO: (corre e cai de joelhos diante do Rei) - Senhor, os convidados não querem vir à festa.
REI: - Não querem vir à festa? Deves estar brincando... Não querem vir à festa? Mas eles foram convidados! Será que não adiantou o convite?!
MENSAGEIRO: - Senhor, todos diziam: Você não me entende!
REI: (com raiva) - “Você não me entende”! (pausa) Eles vão arrepender-se por não aceitarem o meu convite. (ordem) Levante-se! Vá depressa às ruas, praças, nas esquinas, nos becos, nos lixeiros... e traga os pobres, os aleijados, os cegos, os coxos, os surdos... Isso mesmo! Vá chamar, buscar toda essa gente.
MENSAGEIRO: - Sim, Senhor. (sai lendo o convite)
REI: - Você não me entende! (indignação). Hoje haverá uma grande surpresa em minha festa!
COPEIRO: - Surpresa?! Que surpresa Senhor?
REI: - Espere... Espere até a hora em que a festa vai começar.
(Chegam os pobres, cegos, coxos, aleijados, surdos, doentes... O copeiro não gosta da chegada deles. O mensageiro volta)
MENSAGEIRO: (cansado) - Consegui trazer toda essa gente! Foi difícil, mas consegui. Senhor... mas ainda há muitos lugares.
REI: (pensando) Ainda há lugar... (pausa) Então vá pelas estradas, atalhos, povoados, florestas e traga todos para minha festa. Convida a todos. Insiste. Force-os a virem a minha festa. Não desanime! Eu estarei com você! Quero que todos venham. (mensageiro sai fazendo o convite ao público e traz as pessoas)
COPEIRO: (com nojo) - Senhor, me desculpa, mas estes que estão aqui não foram convidados!
REI: - Eles não foram convidados, mas eu mandei buscá-los.
COPEIRO: - Mas eles não entendem o porquê da festa!
REI: - É melhor não entender, mas aceitar o meu convite e estar aqui do que entender e rejeitá-lo.
(Pessoas chegam, ficam ao lado de Jesus. Todos estão curiosos para ver o que vai acontecer)
MENSAGEIRO: (fatigado) - Senhor, eu fui em todos os lugares... Convidei e trouxe a todos que encontrei. Agora vejo que a casa está cheia!
REI: - Meu fiel mensageiro, venha! Vamos à minha festa. O banquete está pronto. Agora vamos nos alegrar! Vamos sorrir. Aqui todos são iguais. Vamos ao banquete.
(A porta abre e vê-se o banquete. Gritos de alegria. As pessoas entram pela porta. O Rei e o mensageiro ainda estão do lado de fora. Chegam os convidados, querem se aproximar. Há um muro invisível. Gritos. Pânico. Desespero.)
MENSAGEIRO: - Senhor,.... eles também querem entrar.
REI: (com autoridade) - Ninguém que foi convidado entrará na minha festa!
(Os convidados começam a gritar, chamar, misturando a voz)
HOMEM DO CAMPO: - Eu tinha que ver o meu campo...
DONO DOS BOIS: - eu, os meus bois...
CASAL: - nós casamos...
REI: (Entrando pela porta) - VEJO QUE VOCÊS NÃO ME ENTENDERAM!
(Fecha a porta. Convidados desesperados congelam)
VOZ: - FELIZES OS QUE PARTICIPAM DO BANQUETE DO REI. (ou cartaz)
 

Fonte WEB ARTJELB
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