Dramatis personae:
Narrador;
Jó;
Deus;
Satanás;
Elifaz;
Bildade;
Zofar;
Eliú;
Baraquel (pai de Eliú);
Mulher de Baraquel;
Irmão de Eliú;
Irmão de Jó;
Irmã de Jó;
1º Mensageiro;
2º Mensageiro;
3º Mensageiro;
4º Mensageiro;
Mulher de Jó;
Anjos de Deus (três anjos que tem falas);
Sete Filhos e 3 filhas (um filho e 1 filha têm falas);
Crianças (três crianças que tem falas);
1ª Cena – Introdução Narrativa sobre a vida de Jó.
(Narrador enquanto Jô, seus filhos e filhas, crianças, atuam em cena).
Narrador : Há muitos anos atrás, antes mesmo de Jesus
Cristo, existia na Terra de Uz, localizada no oriente da Palestina, um
homem chamado Jó. Jó era integro
e muito fiel a Deus e por este motivo era muito abençoado, sendo
o homem mais rico e poderoso da época. Pra se ter uma
idéia, Jó seria comparado a Bill Gates nos dias de hoje.
Jó tinha sete filhos e 3 lindas filhas, estes viviam vidas de
muitas regalias e divertiam-se e comemorando suas riquezas dadas pelo
pai. Passando o turno de dias Jó oferecia sacrifícios a
Deus pela vida de cada um de seus filhos total de 10, para que Deus o
perdoassem caso tivessem cometido algum pecado. Embora fosse um homem
rico, Jó possuía uma humildade incomparável. Ele
gostava muito de brincar com as crianças e todos o respeitavam,
não pelo dinheiro, mas pela vida íntegra que ele
possuía e sua fidelidade a Deus.
Iluminação : Concomitante às palavras do narrador,
os refletores enquadram Jô como foco principal. Os outros
figurantes serão focados no decorrer da fala do narrador. Som:
Música Suave e ritmada.
2ª Cena - Reunião dos Filhos de Deus, Deus e Satanás.
(Narrador. Depois, diálogo entre Deus e Satanás).
Narrador: Um dia quando os filhos de Deus vieram apresentar-se perante Ele, veio também Satanás entre eles...
Anjos: Seja louvado santíssimo e adorado Deus. (três anjos se referindo a Deus em uma única voz).
Deus: Sejam bem-vindos! Entrem no meu reino... Ora, Ora. Vejam quem
está aqui. Se não é o Ex-arcanjo de Luz! De onde
você vem, Satanás?
Satanás: De rodear a Terra e passear por ela, observando as atitudes dos homens (fala com respeito, pois teme a Deus).
Deus: Então você observou também meu servo
Jó? Porque ninguém há na Terra que seja como ele,
homem temente e íntegro, reto aos meus olhos e que se desvia do
mal...
Satanás: Por acaso Jó serve a ti de graça?
Não o cercaste de sabedoria e vigor? A obra das suas mãos
abençoou e os seus bens multiplicam-te na Terra? Estende
porém as mãos e toca em tudo o que ele tem, aí
verás se ele não irá te negar na sua face!
Deus: Veremos! Entrego tudo o que Jó tem nas suas mãos.
Faça o que bem entender somente não toque em sua vida...
Vá de Dante de mim nos veremos em breve se tiver coragem de vir
até mim mais uma vez fracassado.
Satanás: Isso é o que iremos ver... Há! (sai de cena apressadamente e Deus lhe vira às costas)
Deus: Permitirei isso a Jó, pois sei que ele permanecerá íntegro até o fim!
Iluminação: Os figurantes serão focados com
refletores do tipo “par” com gelatina azul. Deus, com
refletor elipsoidal, com luz branca, e Satanás, com refletor
elipsoidal com gelatina vermelha.
Som: Música Suave depois tenebrosa com a presença de Satanás.
3ª Cena – As primeiras desgraças de Jó.
(Os filhos de Jó, Jó e sua mulher. A chegada das notícias ruins).
(Jó, sua esposa e seus filhos estão na casa).
Filho de Jó: Meus irmãos! Vão lá pra casa
festejar! Tenho um grande banquete preparado para nós!
Filha de Jó: Nós também queremos ir nessa festa...
Filho de Jó: Vamos então, minhas irmãs. Não
percamos nosso tempo. Vamos nos divertir muito por lá!
Filho de Jó: Vamos pai? Vamos mãe?
Jó: Não, podem ir, meus filhos. Eu e sua mãe temos muitas coisas pra fazer.
Mulher: É. Seu pai tem que acertar os salários de nossos criados. Tomem cuidado!
(Os filhos e filhas saem de cena. Jó entra em seguida)
Jó: Te agradeço muito, Senhor, por tudo o que tenho nesta
vida (fala olhando para seus filhos indo embora. Senta-se à mesa
e começa a ler alguns papéis).
Narrador: Após algumas horas, Jó está tranqüilo em sua casa quando...
1º Servo: (ofegante, entra em cena) Seu Jó! Seu Jó!
Jó: Fale logo, homem. O que aconteceu?
1º Servo: Eu e meus amigos estávamos cuidando dos seus bois
e das suas jumentas quando de repente vieram os sabeus e os levaram,
matando todos os seus servos que estavam comigo a fio de espada.
Somente eu escapei para lhe dar a notícia...
Jó: Mas como... (antes de questionar o servo, entra em cena outro servo e o interrompe).
2º Servo: (ofegante) Seu Jó! Seu Jó! Caiu fogo do
céu e consumiu todas suas ovelhas e meus amigos, seus servos,
que estavam comigo. Eu escapei por pouco pra lhe dar esta triste
notícia...
Jó: Meu Deus! O que está acontecendo?
3º Servo: Meu senhor Jó!
Jó: Mais notícias? Espero que sejam boas desta vez!
3º Servo: Infelizmente não são, meu senhor Jô.
Dividiram os caldeus e roubaram em três bandos os seus camelos
matando os servos que cuidavam deles a fio de espada, eu escapei pra te
dar esta noticia...(esbaforido)
Jó: Estou perplexo... (antes que diga mais, vem outro servo)
4º Servo: Senhor, tenho uma noticia muito triste para lhe dar (esbaforido).
Jó: O que pode ser de mais do que já me aconteceu até agora?
4º Servo: Jó, foram teus filhos...
Jó: O que eles fizeram? (preocupado)
4º Servo: Eles estavam na casa do seu filho mais velho, eu
e mais outros servos fazíamos a segurança do local,
quando veio um furacão e derrubou a casa sobre eles e meus
amigos, seus servos. Eu escapei por um milagre e vim correndo para lhe
dar esta triste notícia... Sinto muito, meu senhor.
Jó: Senhor! (rasgando suas vestes e se atirando ao solo)
Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei! O senhor me
deu, o Senhor tirou (olhando pra cima) Bendito seja o Teu grandioso
nome! (chorando, porém confiante).
Narrador: Jó ficou muito triste e amargurado, mas mesmo
com toda esta tragédia, não pecou contra o Senhor. Antes,
continuou mais confiante do que nunca!
ILUMINAÇÃO: Luzes de palco. Foco sempre em Jó.
SOM: Ambiente
4ª Cena – A 1ª vitória de Deus sobre Satanás no caso Jó.
(Narrador, Anjos de Deus, Deus e Satanás).
Narrador: Um dia, quando os filhos de Deus vieram se apresentar perante Ele, veio também Satanás entre eles...
Anjos: Seja louvado santíssimo e adorado Deus. (três anjos se referindo a Deus em uma única voz).
Deus: Sejam bem-vindos! Entrem no meu reino... Satanás? Venha até a mim agora! (com autoridade)
Satanás: Estou aqui!
Deus: De onde tu vens, filho das trevas?
Satanás: Estava, como de costume, rodeando a Terra e passeando
por ela vendo as desgraças dos homens! Há Há
Há!!!
Deus: Eu sei. Permiti que você incitasse contra o meu Servo
Jó, mas para a tua vergonhosa derrota, mais uma vez ele continua
íntegro, reto aos meus olhos e em nada peca contra mim
(celebrando).
Satanás: É mesmo? Pele por pele e tudo quanto ele tem
dará pela sua vida, até mesmo a fé que dizes ter
ele por ti!
Deus: Pois bem, permito-lhe tocar na sua carne, mas poupa-lhe a vida!
Satanás: Era tudo o que eu queria para te mostrar que homem
nenhum nesta Terra tem tanta fé. Jó, sendo um deles, pois
é mortal, vai te amaldiçoar na primeira prova contra sua
saúde que eu colocar! Há há há!!!
Deus: Agora saia da minha presença. Chamar-lhe-ei de volta quando eu achar necessário!
(Luzes iguais da 2ª cena, com acréscimo de outra vermelha no meio do corredor do teatro, focando Satanás).
Satanás: Há Há Há!!! Agora estou muito
perto de derrotar Deus pela primeira vez! Nada poderá me
impedir, pois Ele mesmo me deu autoridade pra fazê-lo
envergonhar. Vou me vingar de todas as vezes que ele riu de mim
Há Há Há!!! Jô, sinta agora a dor na sua
pele. Há Há Há!!!
ILUMINAÇÃO: Foco branco forte em Deus e vermelho em Satanás, com máquina de fumaça.
SOM: mesclado.
5ª Cena – Jó em sua triste tormenta.
(Crianças, Jó e sua mulher).
Jó: Mas o que esta acontecendo comigo. Minha pele está
horrível! Sinto dores por todo o corpo... Mal consigo
respirar... Meus ossos doem muito... Crianças! Talvez elas
possam me consolar um pouco! (choroso e se raspando com um caco de
telha)
1ª Criança: Tio Jô! O que aconteceu com o senhor?
2ª Criança: Que cheiro horrível! vamos sair daqui!
3ª Criança: É, vamos embora! Pode ser contagioso...
Jó: Pronto. Nem mesmo minhas crianças querem ficar
comigo. Estou abandonado! Pareço um trapo! Meu cheiro é
terrível! Nem eu estou suportando... (choroso).
Mulher: Olhe pra você agora! Perdeu tudo o que tinha e agora vai
perder a vida. Vai agradecer a Deus por isso? Por que você
não morre logo amaldiçoando seu Deus de uma vez por
todas?
Jó: Você está doida mulher? Daria Deus a nós
somente o bem e não o mal? Ainda que Ele me mate eu esperarei
nEle (olhando para cima).
(Apagam-se as luzes. Entra a voz do narrador)
ILUMINAÇÃO: Foco em Jó.
SOM: orquestrado.
6ª Cena – Os amigos de Jó.
(Narrador fala enquanto Jó é observado por seus amigos).
Narrador: Jó não pecou, mesmo com toda adversidade vinda
sobre ele. Jó continuou confiante em Deus. Seus três mais
próximos amigos vêm visitar Jô. São eles:
Elifaz o temanita, Bildade o suíta e Zofar o naamita (chegando
um por vez enquanto o narrador os anuncia. Eles se posicionam reunidos
no lado oposto do palco com uma iluminação neles e outra
em Jó).
Elifaz: Veja só! Jó está pior do que me disseram, coitado...
Bildade: É isto pode ter sido conseqüência de um
grave pecado. Não é possível isso ter acontecido a
ele...
Zofar: É difícil de acreditar. Jó me parecia
tão temente a Deus... Como são as coisas... Vamos
até lá?
Elifaz: Não! Vamos esperar um pouco. O sofrimento dele deve
estar muito grande. Devemos ter cuidado para não
machucá-lo mais!
Zofar: Tem razão. Vamos ficar aqui.
Bildade: Vamos pra perto dele para pelo menos ele se sentir acompanhado.
Elifaz: Bem... Parece me uma boa idéia.
Zofar: A mim também. Mas não vamos comentar nada ainda.
Narrador: Os três amigos estão perplexos com o sofrimento
de Jó que nem mesmo têm coragem de dirigir-lhe alguma
palavra... Sentaram com ele e em silencio ficaram por sete dias e sete
noites...
ILUMINAÇÃO: Luzes de palco focando Jó sempre.
SOM: ambiente.
7ª Cena – Jó rompe o silÊncio e amaldiçoa seu nascimento.
(Jó se levanta e vai para o meio do palco).
Jó: Quero que seja amaldiçoado o dia em que eu nasci. Que
aquele dia se transforme em trevas e Deus lá de cima o ignore
para sempre. Que as estrelas se escureçam no crepúsculo
da manhã. Pois não fechou as portas do ventre de minha
mãe e eu nasci para ver o sofrimento...
Elifaz: O que é isto, Jó? Você, um homem que em
suas palavras fortaleceu a muitos, agora que chega sua vez você
se cobre de depressão? Será que o seu temor a Deus
não está a sua esperança e a retidão dos
seus caminhos? Agora Deus lhe cobra as suas iniqüidades e
você deseja morrer?
Jó: Por que se concede luz ao miserável e vida aos
amargurados de ânimo que esperam a morte e ela não vem?
Não tenho descanso. A perturbação está
vindo sobre mim. Deus me cerca de todos os lados. Mas em que errei eu
para que isto me acontecesse?
Elifaz: Ora, Jó! Lembra-se por acaso de algum homem inocente que
pereceu? E onde na história foram os retos destruídos?
Seja sensato! Não sabe que os que lavram iniqüidades
semeiam o mal? Uma palavra eu escutei em segredo entre pensamento de
visões noturnas e fiquei com medo e tremor...
Jó: Não sei por que isto sobrevêm sobre mim!(interrompendo Elifaz).
Elifaz: Continuando (olhando desaprovando Jó). Vi o
Espírito passar sobre mim e arrepiar os cabelos do meu corpo.
Parou ele, mas não lhe discerni a aparência. Um vulto
estava diante dos meus olhos. Aí, ouvi uma voz: Seria o mortal
justo diante de Deus?
Jó: Sei que não sou perfeito, mas que mal eu fiz?
Elifaz: Jó, seria por acaso o homem puro diante do seu Criador?
Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui
imperfeições? Quanto mais àqueles que habitam
casas de barro como você!
Jó: Perdi tudo o que tinha. Por que então não
morro logo, por que não passa de mim a vida? Como eu gostaria de
ir para onde está o meu Deus e presenciar a sua face, ao
invés de tanto sofrimento aqui.
Elifaz: Chama agora. Haverá alguém que lhe atenda? E para
quais dos santos anjos lhe virarás? Quanto a Mim, eu buscaria a
Deus e a Ele entregaria minha causa.
Jó: Certo, mas se minha queixa realmente pesasse e se numa
balança pusesse minha miséria, esta pesaria mais que a
areia dos mares. Por isso é que vejo que minhas palavras foram
precipitadas. As flechas do Todo-Poderoso estão cravadas em mim.
Os terrores de Deus vêm diretamente ao meu encontro como se eu
fosse o alvo da Sua ira!
Elifaz: Bem aventurado é o homem a quem Deus corrige. Não
despreze, pois, a disciplina do Todo-Poderoso! Por que é Ele
quem sarará tuas feridas. De seis angústias o
livrarás e na sétima o mal não o tocará!
Jó: Quem dera se cumprisse o meu pedido e que Deus concedesse o
que eu peço! Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que
soltasse sua mão e acabasse comigo!
Elifaz: Não, Jô. Você terá o perdão do
seu pecado, a sua descendência se multiplicará e a tua
posteridade como a erva do campo! Em robusta velhice entrarás
para sepultura. Eis que isso já o há inquirido e assim
é! Ouve-me e medita nisso para o seu bem.
Jó: Ah, Deus... Ensinai-me e eu me calarei. Dai-me a entender em
que tenho errado. Tornai a julgar, peço-te, tornai a julgar e a
causa da minha justiça e triunfará. Há
iniqüidade em minha língua?
Bildade: Até quando falarás tais coisas? Até
quando as palavras da tua boca serão como um vento impetuoso?
Perverteria Deus o direito ou perverteria o Todo-Poderoso a
justiça? Se teus filhos pecaram contra Ele, também ele os
lançou no poder da sua transgressão.
Jó: Pode ser. Ao deitar-me, digo: quando me levantarei? Mas a
noite é tão comprida... Fico me revolvendo em minha cama
até o amanhecer. Minha carne está vestida de vermes. A
minha pele cria cascas que de novo se abrem. Deus, lembra-te da minha
vida que é um sopro e os meus olhos não tornarão a
ver o bem.
Bildade: Não, Jô! Se tu buscares a Deus e lhe pedir
misericórdia, se você se tornar puro e reto, Ele sem
demora despertará em seu favor e restaurará a
Justiça da tua moradia.
Jó: Ainda que eu o chamasse e Ele me respondesse, nem por isso
creria eu que desse ouvidos a minha voz... Se pequei, que mal fiz a Ti,
Deus? Por que não perdoas as minhas transgressões e
não tiras a minha iniqüidade? Pois agora me deitarei no
pó e, se me buscas, já não serei mais eu!
Bildade: Eis que Deus não rejeita o íntegro nem toma pela
mão os malfeitores. Ele te encherá a boca de riso e os
teus lábios de júbilo. Seus aborrecedores se
encherão de vergonha e a tenda dos perversos não
subsistirá!
Jó: Na verdade sei que assim é. Pois como pode o homem
ser justo para com Deus? Ainda que eu seja justo a minha boca me
condenará. Embora seja eu íntegro, Ele me terá por
culpado. Os meus dias foram mais velozes do que uns corredores, fugiram
e não viram a felicidade.
Zofar: Mas o que é isso? Será que não vai ser dada
resposta a todo esse palavrório Jó? Acaso tem
razão o tagarela? (olhando para os dois amigos).
Bildade: Jó, pior te será se não deixares de se queixar e não assumir de vez a culpa pelo que fez!
Zofar: Oh! Eu queria mesmo que Deus falasse e abrisse os lábios
contra ti e te revelasse os segredos da sabedoria da verdadeira
sabedoria que é multiforme!
Jó: Deus, bem sabes tu que não sou culpado. Por que
permites tudo isso a mim? Sabes que sempre te busquei. De madrugada
estava eu contigo e hoje meus amigos apelam contra mim, como se eu
fosse o mais pecador dos homens desta Terra! Por que então me
tiraste da madre de minha mãe? Por que eu já não
nasci morto para não passar por tudo isso?
Zofar: Jó, porventura queres descobrir os segredos de Deus ou
penetrar até a perfeição do Todo-Poderoso?
Elifaz: Deus é integro! Ele corrige a quem ama! Tenho certeza
que esta prova logo se acabará e você vai voltar
fortalecido à vida.
Bildade: Você quer morrer? Logo tu que encorajava os fracos e oprimidos...
ILUMINAÇÃO: Luzes de palco foco sempre em Jó.
SOM: ambiente.
8ª Cena – Eliú e sua Família
(Eliú está com sua família em casa e recebe as noticias de Jó através de seu pai)
Narrador: Os três amigos continuavam a tentar convencer a
Jó de que ele estava em pecado, mas Jó sabia que estava
passando por uma provação, embora não tivesse
muita certeza disso. Jó estava cansado, cheio de dores, mas
mesmo assim era acusado e maltratado com palavras caluniosas. Ele
não tinha ninguém que o defendesse e desse um parecer
mais justo sobre sua situação. Enquanto isso, na casa de
Eliú o Buzita da família de Rão...
Baraquel: (sentado com sua mulher e seu filho mais) Difícil de
entender como um homem tão integro pode estar passando por estas
coisas...
Mulher: Esposo, sabe muito bem que Jó é um dos homens
mais ricos desta terra, isso se não for o mais rico de todos...
Baraquel: Era, minha esposa, era... Hoje, Jó não passa de um pedaço de trapo velho...
Eliú: (entrando pelo lado do palco) Pai, desculpe interrompê-lo, mas o que o senhor disse sobre Jó?
Baraquel: Ora, meu filho, todos menos você nesta cidade já sabe do que aconteceu a Jó.
Mulher: Meu filho, Jó perdeu tudo o que ele tinha, e o que
é pior, perdeu também seus filhos que estavam em uma
festa...
Irmão: Agora ele esta lá do lado de fora da cidade cheio
de feridas. Chega até a cheirar mal... Ele se coça com um
pedaço de telha.
Eliú: Ele esta lá sozinho?
Baraquel: Não, meu filho. Elifaz, Bildade e Zofar estão lá com ele.
Eliú: Eles são mais velhos do que eu, mas eu preciso ir
até lá e falar com Jó. Ele é meu amigo
também.
Mulher: Meu filho, tenha cuidado! Você sabe que os homens que
estão com ele são de muito respeito na região.
Então, não lhes falte com a educação!
Eliú: Pode deixar, mãe. Eu sei muito bem ouvir.
Narrador: Eliú queria saber sobre Jó e ver se tudo que
seus pais e seu irmão disseram era verdade. Então, ele
vai até Jó e apenas observa toda a conversa...
ILUMINAÇÃO: Luzes de palco foco em Eliú.
SOM: Ambiente.
9ª Cena – Jó e seus três amigos.
(Continuação dos diálogos)
Zofar: Se dispuseres o coração e estenderes as
mãos para Deus, se lançares para longe a iniqüidade
de tuas mãos e não deixares habitar na tua tenda a
injustiça... Então, levantarás o rosto sem
máculas, estará seguro e não temerás.
Jó: Na verdade, vós sois o povo e convosco morrerá
a sabedoria, mas eu também tenho entendimento como vós e
não sou inferior a nenhum de vocês. Quem não sabe
coisas como estas? Agora, para os três, eu sou irrisão.
Eu, que invocava a Deus e Ele me respondia!
Elifaz: A tua própria boca condena você e não eu.
Os seus lábios testificam contra você! Porventura
você é o primeiro homem que nasceu, para saber mais que
nós?
Bildade: Até quando andarás à caça de
palavras? Por que somos reputados como animais irracionais aos teus
olhos, Jó? Você está sendo lançado na rede
por seus próprios pés. Será pego por armadilhas em
seu calcanhar...
Jó: Onde me viram pecar contra Deus? Por acaso não viam a
minha integridade para com ele? Por que me julgam dessa maneira?
Já não basta as minhas dores e os meus pesadelos
noturnos? Se estivessem sentindo isso tudo já teriam blasfemado
contra Deus... Mas Ele sabe que em nada tenho blasfemado, nem me iro
contra ele, mas pelas minhas dores quero eu ser tirado da terra dos
viventes.
Elifaz: Por que o arrebata o seu coração? Por que
flamejam os seus olhos para voltar contra Deus o seu furor deixando
sair tais palavras de sua boca? Deus não confia nem em seus
santos nem os céus são puros aos seus olhos... Quanto
menos o homem que é abominável e corrupto!
Bildade: Na verdade a luz desse perverso se apagará e para o seu
fogo não resplandecerá a faísca a luz se
apagará na sua tenda e a sua lâmpada jamais se
ascenderá!
Jó: Tenho ouvido muitas coisas como estas. Todos vós sois
consoladores que molestais mais ainda minha aflição.
Vós deveríeis estar pedindo a Deus a meu favor,
não me afligindo mais ainda... Se eu falar, minha dor não
cessa, mas se eu me calar qual será o meu alivio?
Zofar: Pensas que estamos do lado de malfeitores? Queres que
compadeçamos de ti para agradar-te. Melhor é dizer a
verdade do que encobrir iniqüidades com mentiras. Quero que saiba
que nós falamos o que entendemos por correto e jamais
iríamos dizer tais coisas se não tivéssemos
certeza que você está em pecado!
Jó: Até quando afligireis minha alma e me quebrantareis
com palavras? Já dez vezes me vituperastes e não me
envergonhais de injuriar-me. Se eu estou na verdade errado comigo
ficará o meu erro...
Zofar: Jô, pensas estar certo ainda? Não vês que realmente estás em iniqüidades tremendas?
Jó: Sabei agora que Deus é que me oprimiu e com sua rede
me cercou. Eu clamo violência! Mas não sou ouvido. Grito
socorro! Porem, não há justiça. O meu caminho Deus
fechou e não posso passar e nas minhas veredas, pois trevas...
Zofar: Entendo suas desculpas que me envergonha, mas meu
espírito me obriga a responder segundo o meu entendimento.
Porventura não sabes tu que o júbilo dos perversos
é breve? E a alegria dos ímpios momentânea?
Jó: A minha situação fez com que meus parentes me
abandonassem. Meu hálito possui um mau cheiro que nem minha
mulher fica perto de mim. Até as crianças que eu tanto
amava me abandonaram, chamo o meu criado e ele não responde.
Todos os meus amigos íntimos me abominam e até
vocês que eu amava tornaram-se contra mim. Compadecei-vos de mim
amigos meus, compadecei-vos, pois a mão de Deus me atingiu...
(choroso).
Elifaz: Ora, Jô, eu bem sei que você tomou penhores a teu
irmão, e aos seminus despojou de suas roupas, não deu
água de beber ao cansado e ao faminto não lhe deu
pão. As viúvas, você as despediu de mãos
vazias. E pensou que iria ficar impune? Por isso está cercado de
laços e o contínuo pavor o perturba e estás agora
coberto de trevas.
Jó: Mas eu sei que o meu redentor vive, Elifaz, e por fim se
levantará sobre a Terra. Pois sabe que eu nunca fiz tais coisas
das quais você disse contra mim... Ah, quem dera pudesse eu estar
perante Ele agora. Eu me achegaria ao seu tribunal, exporia a Ele a
minha causa e encheria minha boca de argumentos...
Elifaz: Claro, Deus iria te inocentar, pois é grande em
misericórdia. Ele livra até o que não é
inocente graças à pureza de Suas mãos...
Zofar: Nisso, concordo plenamente. As misericórdias do senhor
são eternas. Mas... pensa bem. Até quando se
acharás como inocente perante Ele?
Bildade: Será que o castigo que está sobre ti não
diz mesmo respeito ao que Elifaz disse? Zofar meu amigo estaria
enganado? Três amigos estariam incertos de que estás mesmo
em pecado, Jó?
Jó: Deus conhece os meus caminhos. Se ele me provasse, sairia eu
como o ouro, pois não estou passando por tudo isso por minhas
iniqüidades e se estou, quais iniqüidades serão estas?
Mas se Ele quis alguma coisa, quem poderá impedir de fazer?
Não estou desfalecido por causa das trevas e nem porque a
escuridão cobre o meu rosto... Deus agirá por mim.
ILUMINAÇÃO: Luzes de palco focando Jó sempre.
SOM: orquestrado.
10º Cena - Conclusão a respeito de Jó.
Narrador – continuando depois os diálogos entre os amigos e o surgimento de Eliú.
Narrador: Vemos que os três amigos, Elifaz, Bildade e Zofar,
acreditam piamente que Jó esta recebendo toda esta
desgraça devido ao seu pecado. Jó queria receber amigos
que fizessem com que sua dor se amenizasse, mas parece que quanto mais
seus amigos falam, mais terríveis se tornam as agonias de
Jô. Vemos aqui como as pessoas julgam sem realmente saber... Mas
como Jó sabia que não tinha pecado, declara que o Seu
Redentor vive e a conversa começa a tomar outro rumo, pois ele
agora está mais confiante, mesmo recebendo uma forte prova.
Bildade: A Deus pertence todo o domínio e o poder. Ele faz
reinar a paz nas alturas celestes. Como, pois seria justo o homem a
Deus e como seria puro aquele que nasce de mulher? Nem a lua tem
brilho, nem as estrelas têm brilho aos olhos dele.
Jó: Bildade, como sabes ajudar ao que não tem
força e prestar socorro ao braço que não tem
vigor! Com a ajuda de quem profere tais palavras? E de quem é o
espírito que fala em ti?
Bildade: Ora! Está louco? Seria eu usado por algum
espírito maligno a te aconselhar e a ter contigo, amigo
Jó?
Elifaz: Será que as tuas chagas estão alucinando você. Não sabe o que diz...
Zofar: Teu pecado é duvidoso de se merecer perdão. Veja
as tuas calamidades... Onde estão os seus bens? E teus filhos,
onde foram?
Jó: Ah, quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos
dias em que Deus me guardava. Os que me ouviam esperavam o meu conselho
e guardavam silêncio para ouvi-lo. Mas agora riem de mim os que
têm menos idade do que eu, cujos pais eu poria do lado dos
cães em meu rebanho.
Elifaz: Isso é verdade, Jô. Você era respeitado por
todos. Todos lhe obedeciam e ouviam a sua voz. Mas hoje seu estado
é lastimável e ninguém mais quer ter contigo por
causa do seu mau cheiro.
Jó: Deus, tu me lançaste na lama. Sou semelhante ao
pó e à cinza, clamo a ti e tu não respondes mais,
apenas olhas para mim sei que me levarás a morte à morada
de todo o vivente (vai para longe dos amigos e chora).
Bildade: Amigos, talvez estamos sendo muito cruéis em nossos julgamentos a respeito de Jó...
Zofar: Para mim ele está em grande agonia por culpa
própria. Não consigo me deter de lhe dizer boas
verdades...
Elifaz: Ora, Zofar. Jó está em desgraça e
você o repugna ainda mais? Vamos ser menos ásperos com ele!
Zofar: Elifaz, não foi você que revelou os pecados dele?
Não me venha com palavras a por em prova a minha
autenticidade...
Jó: Deus bem sabe que nunca deixei de dar de comer ao pobre, de
atender as petições das viúvas e de sempre ser
generoso para com todos que batiam à minha porta. A quem deixei
nu? Quem eu deixei passar sede? Sempre andei nos teus caminhos...
Embora possa ter me deixado pecar pedindo a minha morte, mas sei que
sabes o que estou passando. Qualquer um seria como eu nesse estado...
(coça-se com cacos).
Narrador: O silêncio pairou sobre eles. Elifaz, Zofar e Bildade
sabiam que Jó era mesmo íntegro. Então, surge
Eliú, um jovem que começa a falar contra Jó e seus
amigos.
Eliú: Eu estava quieto até agora. Respeito vocês
por terem mais idade que eu, mas tenho minhas
considerações a fazer...
Bildade: Garoto, que queres agora? Volta para casa! Não vê que estamos aconselhando nosso amigo Jó?
Zofar: Deixe-o falar, Bildade. Já não temos mais palavras
a dizer mesmo. O garoto tem a vez. Diga logo, Eliú!
Eliú: Jô, quem pensa que és para se comparar a
Deus? Porventura pode ser melhor a criação do que o
criador? E vocês três? Ficam inventando
acusações contra o próprio amigo a fim de
agonizá-lo ainda mais?
Jó: Eliú, menino, não te ires comigo e com teus
amigos. Sei que o Deus que sirvo não me deixará mal aos
seus olhos. Ainda tenho esperanças, mesmo que sinta o cheiro da
morte chegar, o que me faria bem melhor se realmente esta morte
chegasse logo. Porém, estou aqui pela vontade de Deus.
Eliú: Pode ser. Lembro-me de quando me falava e eu ouvia as tuas
palavras. “Estou limpo, não tenho iniqüidades, mas
Deus busca pretextos contra mim e me considera como um
inimigo...” Jó, sabes tu que tenho ouvido tantas coisas? A
cidade inteira fala de ti e do que te aconteceu. Não posso
deixar de acreditar que podes ter cometido pecados para estar passando
por isso, mas quem sou para julgar um homem como você, Jó?
Logo você que foi meu mestre, me ensinou muitas coisas. Por
exemplo, ensinou-me sobre como Deus é justo perante os homens.
Tanto que se achar apenas um que lhe peça socorro manda o seu
anjo imediatamente livrá-lo da morte.
Elifaz: (irônico). Você usa as minhas palavras, garoto?
Tudo isto temos dito a Jó desde o início de sua
perturbação
Eliú: (irônico) Desculpe, senhor Elifaz. Talvez seja por ter ouvi-lo que peguei alguns de seus argumentos...
Jó: O que teria Deus para mim lá do céu?
Não é a perdição para o iníquo e o
infortúnio para os que praticam a maldade? Deus não pode
deixar de ver os meus caminhos nunca andei em falsidade com ele...
Eliú: Jó, Deus não responde suas
orações. Então, se tu fosses mesmo íntegro,
não receberias tal castigo dele. Agora não me venha dizer
que és justo. Concordo com Elifaz, Bildade e Zofar, incline seus
olhos a Deus enquanto está vivo...
Jó: Por favor, vão para suas casas! Quero ficar sozinho
por alguns momentos. Deixem-me a sós com meu Deus...
ILUMINAÇÃO: Luzes de palco focando Jó sempre.
SOM: orquestrado.
11ª Cena – Deus conversa com Jó
(Deus aparece ao som de um redemoinho. Máquina de fumaça
e luzes no palco. Elifaz, Bildade e Zofar estão do lado oposto
do palco, enquanto Deus fala com Jó).
Jó: Estou sem futuro certo. Deus não responde minhas
súplicas. Ele não se importa com meu estado. Parece que
me abandonou de vez. Meus amigos me cobrem de calúnias. Eu estou
vendo minha vida na desgraça se firmando e nada posso fazer. Nem
sequer entendo o que se passa comigo. Queria estar morto, longe de tudo
isto. Por que não morri junto com meus filhos?
Deus: Quem é este que escurece os meus desígnios com
palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu
te perguntarei e tu me farás saber. Onde estava tu quando eu
lançava os fundamentos da Terra? Diz-me se tens entendimento.
Jó: (humilde) Sou indigno, que te responderia eu? Ponho a
mão na minha boca. Já falei uma vez e não vou
falar novamente...
Deus: Cinge agora os teus lombos como homem e te
perguntarei e tu me responderás. Acaso tu anularás o meu
juízo? Ou me condenarás para te justificares? Podes
derramar tua ira aos perversos? Podes humilhar os soberbos e fazer
descer a sepultura os que te caluniam?
Jó: Sou incapaz, meu Deus. Nada posso fazer por mim mesmo sem
tua mão vitoriosa sobre mim... Nada! Quero apenas aprender
contigo, meu Senhor.
Deus: Podes tu com um anzol apanhar o crocodilo ou lhe travar a
língua com uma corda? Brincarás com ele como se fosse um
passarinho? Ninguém seria capaz disso. Quem então pode se
erguer diante de mim? Quem me fez para que eu pudesse retribuir? Tudo o
que está debaixo de todos os céus é meu!
Jó: Quem sou eu para reclamar ou exigir alguma coisa de ti,
Senhor? Quem sou eu para com palavras querer me gloriar e queixar-me de
sua ira? Bem sei que tudo pode e nenhum de seus planos pode ser
frustrado! Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus
olhos te vêem! Por isso me abomino e me arrependo no pó e
na cinza! (ajoelha-se perante Deus e cai com rosto no chão).
Iluminação: “Fade out” para os refletores que
focavam Jó até que se apaguem. Jó sai de cena em
meio a fumaças.
Som: Música suave
11ª Cena – A verdade sobre Jó e seus amigos
(Deus chega no centro do palco e repreende os três amigos de Jó).
Deus: Elifaz, Bildade, e Zofar; A minha ira se acendeu contra
vós porque não dissestes de mim o que era reto, como o
meu servo Jô. Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros e ide
ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós. O meu
servo Jó orará por vocês, pois dele aceitarei a
oração e não irei tratar-vos segundo vossas
loucuras. Aprendei com Jó para se tornarem retos e
íntegros como ele.
Bildade: Vamos! Nosso amigo Jó orará por nós...
Zofar: Acredito que exageremos em nossos comentários e julgamentos sobre nosso amigo Jó.
Elifaz: Deus mandou ir até Jô. Iremos, pois, agora, para
não sentirmos a ira de Deus sobre nossas vidas. Deus se
compadeceu de nós. Agora aprendemos uma grande
lição.
Narrador: Quando tudo parecia ser o fim para Jô, Deus mostra a
ele sua fidelidade, faz justiça e coloca Jó num patamar
superior ao de seus amigos impiedosos, que o caluniavam o tempo todo.
Deus faz como que peçam perdão pelos males que cometeram.
ILUMINAÇÃO: Luzes sobre os três amigos de Jô.
Luzes e máquina de fumaça para focar Deus.
SOM: Musica suave
12ª Cena – A vitória de Jó
(Deus restaura a sorte de Jó)
Narrador: (junto com Já, que está orando no centro do
palco pelos amigos). Deus mudou a sorte de Jó e restituiu em
dobro tudo o que ele possuía. Então, vieram a ele todos
os seus irmãos, irmãs e amigos e festejaram com ele e o
consolaram de todo o mal que o senhor lhe havia enviado.
(Irmãos de Jó entram em cena e o abraçam. Crianças passeiam no cenário).
Irmão de Jó: Meu irmão Jô... Que Deus
continue te abençoando muitíssimo. Agora tudo está
como era antes...
Irmã de Jó: Alegre-se, Jô! Deus está
contigo. Ele é fiel e vai restaurar toda a tua casa e a tua
família.
Mulher de Jó: Meu esposo! Perdoe-me por eu ter falado palavras
que te abateram ainda mais. Sou tua esposa. Quero te dar outros filhos
e filhas...
Jó: Mulher, sempre orei a Deus a seu favor, mesmo na minha
aflição. Sempre te amei e sempre estarei contigo.
Crianças: (gritam por todo lado andando em cena).
Todos: Viva! Deus seja louvado! Nosso Jó esta de volta! Viva!
ILUMINAÇÃO: Luzes de palco.
SOM: Música de festa
13ª Cena - A derrota final de Satanás
(Satanás, sozinho em cena, fala para o publico. Depois, o final com o narrador)
Satanás: Maldição! Mais uma vez meu plano
fracassou... Mas não importa! Sabem por quê? Sei que
existem muitos Cristãos como Elifaz, Bildade e Zofar que vivem
de teorias e não praticam a palavra de Deus. Com estes eu
poderei mexer... Aqui mesmo vejo muitos cristãos fiéis,
mas alguns daqui cairiam na primeira seta que eu enviasse... Sorte
deles Deus ser grande e rico em misericórdia, porque
senão eles acabariam pior do que Jó! (gargalhadas).
ILUMINAÇÃO: Luzes vermelhas fortes que se apagam no final do monólogo.
SOM: tenebroso.
Narrador: É. O diabo está andando ao nosso derredor,
rugindo como leão, buscando a quem possa tragar. Será que
seremos capazes de estar sempre na presença de Deus? Será
que mesmo em meio a provocações e
perseguições de nossos queridos, amigos e pessoas
conseguiremos nos manter firmes nas promessas do Senhor? Fica no ar
essa questão. Examine sua vida para não acabar como os
três amigos de Jô, humilhados e derrotados. E que vivamos o
dia de hoje como se Cristo voltasse amanhã!
SOM: Música Michael Smith Aleluia