Ao autor deste texto. Gostaria de
divulgar seu nome, sei que recebi há poucos dias, mas com um problema
no PC não consigo localizar.
Cena 1
Inicia-se com o dono do bar limpando a mesa.
Neste momento entrará o Soldado, que o cumprimenta e se porá
ao lado da cena.
Após, entra Ana, e cumprimenta o dono do bar.
Ana entra em cena acompanhada pelo demônio, que apenas a sonda.
ANA – E aí, Gaúcho (ou outro nome qualquer), tudo
bem?
GAÚCHO – Tudo bem e você?
ANA – É... Como sempre né... sozinha... sem ninguém,
o mesmo empreguinho de sempre... vou levando até onde der... .
GAÚCHO – Ué... e sua irmã?...
ANA - Hiii... aquela chata!...
GAÚCHO – É... eu sei que o papinho de crente dela
não é fácil, mas pelo menos parece que ela gosta
de você...
ANA - Para com isso Gaúcho, antes só do que mal acompanhada...
e... por falar em mal acompanhada, quem é esse cara hein?
GAÚCHO - Sei lá... tá há um tempinho aí,
passou, cumprimentou e ficou aí...
ANA – Engraçado... sabe que ele me parece familiar?
GAÚCHO – É mesmo?
ANA – Toma cuidado em Gaúcho, hoje em dia tem que ficar esperto,
eu não confio em ninguém, nem na minha sombra!...
GAÚCHO – Que exagero, e aí, vai ao baile hoje à
noite?
ANA – Há, que baile Gaúcho, você acha que alguém
se lembrou de mim? Tá todo mundo aí... feliz com o convitinho
na mão, prontinho pra curtir a grande festa de hoje à noite,
mas vê lá se alguém de lembrou da bonitona aqui né?
GAÚCHO – Mas quanto drama só por causa de um convite...
.
ANA – É Gaúcho, você me conhece já há
algum tempo né? Você sabe que minha vida sempre foi uma droga,
minha vida nunca valeu muita a pena mesmo, tudo que eu faço...
nada dá certo, quem sabe com esse convite eu teria pelo menos uns
momentos de alegria né?...
GAÚCHO –(fala com ironia) Ta, se esse convite vai mudar sua
vida, então eu arrumo pra você...
ANA – Puxa, até que enfim uma notícia boa pra mim...
(sentando de novo na mesa), então você me arruma o convite?
GAUCHO – Arrumo sim, você vai comigo e uns amigos...
ANA – Beleza!Olha só, esse sim é um amigo legal...
olha, aproveita, e vai lá pegar uma geladinha que é pra
gente começar a comemorar desde já!
GAÚCHO – É pra já... hiiiiii olha só
quem chegou...
Gaúcho sai de cena pra buscar a bebida, ele demonstra que não
gosta muito da irmã crente de Ana.
Carla entra em cena e cumprimenta a irmã.
CARLA – Oi Ana, tudo bem?
ANA- (com desdém), é... nem tão bem quanto você
né?mas... o que você quer por aqui hein?
CARLA – Puxa Ana, te procurei por toda parte, eu deveria saber que
você iria estar aqui né?
ANA – O que é hein? Veio aqui pra se intrometer na minha
vida é?... por que não vai cuidar da sua vida?
CARLA – Não to me intrometendo na sua vida Ana, é
que essa não é vida pra você... aliás, não
é vida pra ninguém!
ANA – E você lá sabe o que é bom pra mim?
CARLA – Saber eu até sei, mas você não quer
me ouvir, mas vamos deixar disso, pois eu não vim aqui pra brigar
com você, eu vim aqui pra te convidar pro meu aniversário,
que vai ser em minha casa, e faço questão que você
vá, pois você é muito importante pra nós!
ANA – (ri com ironia) Há, há, há, Fala sério,
maninha, então... você veio me convidar pro seu aniversário...
.
CARLA – É
ANA – E na sua casa?
Carla faz apenas um gesto com a cabeça confirmando
ANA-(fala com desdém e ironia) – Há, dá um
tempo né? E desde quando vocês se lembram de mim? E olha,
se eu for lá, vou me encontrar com aquele seu marido mala, aquele
seu filho chato! E olha só, sem contar com aquele bando de crentes
(aponta as pessoas da igreja), falando toda hora: Aleluia... ha... ha...
ha... , glória a Deus... .(sempre com ironia), buzinando no meu
ouvido, que eu preciso ir à igreja... entregar a minha vida a Cristo...
hiiii, to muito bem assim, falô? Tô fora, conta comigo não!
CARLA – Não é bem assim Ana, não tem nada disso
lá... amamos você, mas você não quer acreditar...
ANA – Tá bom, ô maninha, hoje à noite eu já
tenho um outro convite, que é bem mais interessante do que o seu,
mas olha... você já fez seu convite né? Então
tchau.
CARLA – Tá bom, eu vou embora, mas à noite eu passo
lá na sua casa, pra te convencer a ir comigo.
Ana não responde, faz apenas um gesto de pouco caso, acena com
a mão pra irmã ir embora.
Nesse momento Carla sai, entra o diabo.
Diabo – Você perdeu Carla, ela é minha, é minha,
há... há... há essa noite nos conheceremos melhor,
Ana, essa noite!
Entra o Gaúcho com o copo de bebida
Olha aí sua bebia, só que não exagera, senão
o bailão já era...
ANA – Pior... se eu começo a beber, só paro quando
caio, faz o seguinte, pendura essa aí, à noite te espero
em casa valeu?
Ana diz isso já saindo de cena.
GAÚCHO – Falô, até mais.
Entra Jesus, disfarçado de pessoa comum, quando o diabo o vê,
foge imediatamente.
JESUS – Soldado!
SOLDADO – Eis-me aqui Senhor, pronto para servi-lo.
JESUS – Lá vai ela, agora cada minuto será precioso,
hoje é chegado o grande dia, é dia de festa o céu,
então adestra tuas mãos pra batalha, e vai terminar a missão
que começaste, pois nunca perdi e nunca perderei, nenhum dos que
me foram confiados.
SOLDADO – Sim Senhor. Estarei tomando todas as providências,
com licença.
Jesus voltando-se para o Gaúcho
JESUS – Como vai? Boa tarde
GAÚCHO – Boa tarde... eu hein... quer saber... as coisas
estão muito esquisitas por aqui hoje, vou fechar mais cedo, fui!
CENA 2
Ana entra em cena enquanto arruma suas roupas, fala com o público.
ANA – Bem, vou arrumar minha roupa pra festa, porque mais tarde
será a grande noite... encher a cara com os amigos... Vou tomar
todas! Olha, eu não sou do tipo que costuma beber muito não...
mas quando se trata de afogar as mágoas, eu chapo o coco mesmo!
Afinal de contas, se não for pra me embriagar e me divertir, pra
que ir a festa? Hum... agora são duas e meia da tarde (olha o relógio),
vou tirar um cochilo até as 7 da noite, as oito o Gaúcho
vem me buscar... daí... é só alegria!
Ana deita-se numa cama improvisada no meio da cena, e dorme.
O anjo entra e fala com Ana
SOLDADO – Ana, Ana, acorde, preciso lhe mostrar o grande amor de
Deus por você, e de todo cuidado por sua vida durante todos esses
anos.
ANA – (atordoada) – O que?quem é você? O que
faz em minha casa?isso é um pesadelo? O que quer de mim?
Este trecho o público entenderá que o anjo está falando
com Ana em sonho.
SOLDADO – Vou mostrar o grande amor de Deus por você, durante
todos esses anos, para que você enxergue os livramentos que Deus
te deu.
ANA – O que? Eu estou sonhando... E pra que? Desde quando Deus me
ama ou se importa comigo? Olha só a minha vid... (Ana vira-se para
o público e diz:) Oh!eu estou sonhando... ou tudo isso aqui é
anjo?
SOLDADO – Realmente é um sonho sim, e eles são anjos
e com certeza você já viu este filme antes, mas vale a pena
ver outra vez, vou lhe mostrar três ações de Deus
na sua vida, mas a terceira, será inesquecível!(e o anjo
faz com que Ana saia de cena)
CENA 3
Ana entra em cena, vestida de adolescente, voltando da escola.
ANA – A aula hoje foi radical, eu só não aprendi aquela
coisa de aritmética, de matemática... mas não tem
problema não, num vai servir pra nada mesmo... pô meu, que
trânsito... quer saber, minha mãe vive me falando pra atravessar
no farol, meu... o farol é lá em baixo, e minha casa é
aqui em frente, e eu não sou criancinha né? Vou atravessar
aqui mesmo, e na frente daquele caminhão... lá vou eu...
1... 2... 3, JÁ!
Enquanto Ana conta, o soldado que permanece em cena protegendo-a, se prepara
para lutar com o diabo, quando Ana corre ao centro do palco, não
dá tempo de atravessar antes do caminhão, e ela é
atropelada e cai ao chão, nesse momento o diabo tenta feri-la e
o anjo luta contra ele, defendendo-a.
Será ouvido um som de freada de carro, tão logo a cena se
conclua a mãe de Ana entrará em cena atraída pelo
barulho da freada, sem perceber que foi sua filha que foi atropelada.
MÃE – Ai meu Deus, outro acidente, eu vivo falando que essa
avenida é muito perigosa, aqui sempre tem acidente... mas... será
que é alguém que eu conheço? Deixa ver... mas parece
uma criança, Meu Deus! É minha filha, Ana, Ana, filha, fala
comigo Ana, você está bem?...
Ana começa a despertar, com o corpo dolorido, sendo ajudada pela
mãe ela se levanta.
ANA - Mãe? O que aconteceu... ai, que dor!
MÃE – Filha, você está bem? Não se machucou?
O motorista te jogou pelo ar e nem parou...
ANA – Para mãe, eu to bem, foi só o susto, olha o
mico, tá todo mundo olhando!
MÃE – Puxa filha, quantas vezes eu te falei pra atravessar
no farol? Por que você me desobedeceu?por que você sempre
me desobedece, filha, por quê? Graças a Deus você está
bem, graças a Deus!
ANA – Ih, mãe, lá vem você com esse papo de
novo, é... só meu pai que me entende mesmo, ele não
fica me tratando feito criança e pegando no meu pé, e que
graças a Deus o quê, se Deus me amasse, e cuidasse de mim
como você sempre fala, Ele não deixaria que eu fosse atropelada...
Deus, não cuida de ninguém!(nessa brecha, o diabo colocará
um julgo no pescoço de Ana, representado por uma corrente).
Ana dá um grito de dor ao ser colocado o jugo sobre ela.
ANA – Aiiiiiii...
MÃE – Calma filha, eu te amo, e Deus também, fica
calma, você está muito assustada, vamos pra casa, a mamãe
vai fazer um chá pra você, e vai ficar tudo bem. Obrigada
Deus, por guardar a vida da minha filha.
Ana e a mãe saem de cena.
Soldado fala ao público.
SOLDADO – Lembra-se disso Ana?Foi Deus quem me mandou para guardá-la
naquela hora, sua vida estaria encerrada ali, e Deus... hum, Deus ouviu
suas lamentações e acusações dizendo que se
Ele te amasse cuidaria para que você não fosse atropelada,
mas Ele te ama, e ama muito.Veja novamente.
CENA 4
Ana entra em cena, já mais velha, voltando de um acampamento com
sua mochila nas costas.
ANA – Ai, essa mochila tá pesada... ufa! Meu! Que acampamento
da hora, cada lugar lindo! E a galera então?... nota 10, meu, bom,
muito da hora...
MÃE – Ana, onde você estava? Estou como louca te procurando...
onde você foi?
ANA – Eh, mãe, dá um tempo, acabei de chegar e você
já vem me dando bronca! Pô, não vê que eu cheguei,
que to inteira, não precisa mais se preocupar não, tá
o estressadinha... há... há... há, mãe é
tudo igual né, só muda o endereço... (fala isso sempre
ironizando).
MÃE - Lógico que eu preciso me preocupar Ana, desde ontem
te procurando, liga pra um, liga pra outro e nada da minha filha, você
some e não deixa notícias Ana!...
ANA – Ih, mãe, você está estranha, aconteceu
alguma coisa?
MÃE – Aconteceu Ana.
ANA – O que aconteceu?
MÃE - É seu pai Ana
ANA – O que aconteceu com meu pai?
MÃE - Você sabe, ele estava no hospital, nós fomos
lá, oramos por ele... falamos de Jesus pra ele, eu dei uma bíblia
pra ele... SEU PAI ACEITOU JESUS, ANA! Foi lindo... mas, filha, Deus levou
seu pai... ele...
ANA – Nãaaaao! Meu pai não, você está
mentindo, por quê? Por que a única pessoa que me entendia
tem que morrer? Não, eu não acredito. Você está
mentindo!
Ana começa a chorar compulsivamente, e sua mãe tenta consolá-la.
MÃE – Calma filha, nós estamos aqui, eu te amo e Deus
vai nos ajudar a super...
A mãe nem consegue concluir a frase, é violentamente empurrada
e cai no chão.
ANA – Cala a boca! Deus de novo, pra você tudo é Deus,
se Ele quer me ajudar, por que Ele levou meu pai? Sai daqui você
e esse seu Deus... quer saber, vou procurar meus amigos de verdade, da
pesada, tomar alguma coisa forte, pra ver se eu esqueço a droga
que é essa minha vida?
Ana pega a mochila e sai, descontrolada, a mãe, ainda ao chão,
clama a Deus.
MÃE – Oh, Senhor, perdoe e guarde minha filha, ela não
sabe o que diz, obrigada.
A mãe também sai de cena.
CENA 5
Ana entra em cena, procurando por uma pessoa, ela poderá entrar
pela porta de entrada da igreja, chamando pelo seu amigo.
ANA – Onde será que ele está? Eu preciso encontrar
ele, ele é a única pessoa que me ajuda nos momentos difíceis,
só com ele que eu posso contar, Grilo!Grilo!, Griloooooooo... ...
..
Grilo aparece, dá a idéia que está no alto do morro,
vê Ana, e pede pra ela se aproximar.
GRILO – E aí Aninha?... que ventos te trazem?
ANA – Ih, Grilo, num é vento muito bom não!
GRILO – Aí, moçada, essa mina aí, quando era
criança, deu uma de atravessar a rua no meio do trânsito,
veio um doido, mano, e só por Deus, ela deu uma rapa de pirueta,
e tá ai, inteira, mina de sorte hein?
ANA – Deixa disso Grilo, a coisa é séria, eu estou
precisando muito da sua ajuda.
GRILO – Ê... se for dinheiro, quebrou a cara, eu não
tenho não, alguém tem ai?(pergunta pra igreja).
ANA – Eu preciso do que você tem de mais forte aí,
tá valendo pedra, erva, pó, vê o que você pode
me arranjar.
GRILO – Ih, mina, pega leve, tá nessa agora é? Tem
que começar de baixo, senão você não agüenta.
ANA - Pô, meu, não pedi sua opinião, e aí,
se tem ou não tem?
GRILO – Aninha, olha, ter eu até tenho, só que tá
lá na boca, e eu tenho que ir buscar, você dá um tempo
aqui.
ANA – Grilo, você não tá me entendendo, meu,
eu preciso e é pra agora, vou lá com você.
GRILO – Pô Aninha, pode ser perigoso, eu tenho umas rixas
lá, pode ter um pipoco, você sabe que eu pego bem com sua
pessoa...
ANA – Ih, Grilo, tá ligado que eu não tenho medo de
nada, vamos lá, vamos buscá.
GRILO – Tá bom, então vamos...
Os dois saem e em dado momento Grilo diz que estão passando por
local perigoso, quando ouvem tiros.
Grilo é atingido, cai morto, Ana cai também, mas é
protegida pelo anjo, que lhe cobre com um pano branco.
Ana acorda e vê Grilo caído e o chama, para saírem
daquele lugar imediatamente.
ANA – Grilo, Grilo, vamos embora Grilo vamos...
Ela vê Grilo caído, vai até ele, o chama, e ele não
responde, ela percebe que ele está morto, se desespera.
ANA – Droga, não é possível, droga de vida,
como pode existir um Deus tão ruim assim pra mim? Que sempre tira
tudo de mim, primeiro Ele levou meu pai, e agora, meu melhor amigo...
e fui eu que quis vir pra cá, eu sou culpada... Não, eu
não sou culpada, Deus é culpado, esse Deus é culpado!
Ouve-se mais tiros, Ana sai correndo, sendo protegida pelo anjo.
O soldado fica em cena, e diz ao público.
SOLDADO – Lembra-se disso também Ana? Sua distância
de Deus é tamanha, que você não conseguiu entender,
nem mesmo ver, todos os livramentos que Deus te deu, assim, você
procurou se afastar mais ainda, indo por caminhos sem felicidade, procurando
construir felicidade com suas próprias mãos, causando mais
perdas pra si própria, imaginando ser possível escapar do
grande amor de Deus, porventura não ouviu os conselhos de sua mãe
“nada poderá te separar do grande amor de Deus”? A
vida toda disseste que Deus não cuidava de ti, que Ele não
te amava, agora volta a dormir, pois Deus definiu esta noite como a maior
experiência que terás com O PRINCIPE DO EXÉRCITO DO
DEUS VIVO.
CENA 6
Ana volta a dormir, entra em cena, da mesma forma que saiu, sendo conduzida
pelo anjo.
Ana se deita, e acorda ao som da campainha, se levanta e fala ao público.
ANA – Que sonho mais maluco! Por que será que fui me lembrar
de todas aquelas coisas do meu passado?... ainda mais que estou tão
feliz com a festa de hoje à noite... (nesse momento toca novamente
a campainha), opa, é isso, é hora da festa!... já
vai Gaúcho... (volta-se pro público), mas já... que
horas são?... (Gaúcho a chama de novo e ela o manda pra
entrar)
Gaúcho vai entrando.
GAÚCHO – Oi, Ana, ainda não tá pronta? O pessoal
tá lá fora esperando...
ANA – Pô, meu, tirei um cochilo á tarde, peguei no
sono... perdi a hora!...
GAÚCHO – Puxa!, isso porque você queria tanto esse
convite né? Vamos lá, mina, então anda logo, o pessoal
tá esperando.
ANA – Não... já arrumei a minha roupa... rapidinho
eu me apronto, ... .
Nisso, o diabo entra, passa entre os dois amigos, só que nesse
momento Ana consegue vê-lo, e entra em pânico, começa
a empurrar o Gaúcho, que não está entendendo nada,
pois não pode ver o diabo
Ana fala para o diabo
ANA – Sai daqui... sai daqui... (olhando apavorada para o diabo
e empurrando o Gaúcho, a fim de protegê-lo e se afastar do
diabo)
GAUCHO – (Enquanto é empurrado por Ana.) - O que foi? O que
você tem?...
Gaúcho que não está entendendo nada fica chateado.
GAÚCHO – Ana, você está louca? Eu consigo os
convites e você me trata dessa maneira, me expulsando da sua casa?
Sua louca! Fica aí sozinha... não to nem aí com você,
sua LOUCA!
Diabo - Após entrar em cena e o Gaúcho sair, lançará
a espada contra Ana, ferindo-a e fazendo-a cair no chão.
Diabo - Olá Aninha, lembra-se de mim? Eu te disse hoje lá
no bar que iríamos nos conhecer melhor
Como foi bom ver sua desgraça todos esses anos, toda vez que negou
“Aquele”... que lindo tua obediência com todas aquelas
palavras de ódio que coloquei em teu coração.
Tudo começou no acidente, eu teria acabado com tua vida ali, mas
“Aquele” mandou um de seus escravos para impedir meus planos,
mais foi lindo ouvir você negá-lo, só assim pude te
dar esse presentinho... (Diabo pega nas correntes e mostra a Ana), entende
agora porque sua vida é uma droga?
Depois sua mãe me atrapalhou, levou o “livro”, que
dizem “sagrado” e deu a seu pai no hospital, ela tirou seu
pai de mim, e o deu “Àquele”... fiquei com tanto ódio
que você passou a ser o meu alvo. Que acampamento maravilhoso, heim?
Luxúria, álcool e droga, luxúria, álcool e
droga, (nesse momento Ana esconde o rosto de vergonha e tapa os ouvidos
p/ não ouvir, e o diabo tira bruscamente as suas mãos de
seus ouvidos) ESCUTA! Você se divertiu não é? Ai depois
foi só te levar pro grilo, tens saudades dele? Logo irá
encontrá-lo.
ANA - Ah, como???????????
Diabo - Cala a boca!
Eu fui o culpado pela morte do grilo, e você foi salva outra vez,
porque o “filho” mandou um de seus escravos pra proteger você
outra vez.
Mas agora Ana, somos só nós dois, e nada nem ninguém
irá me impedir de acabar com você.
O diabo irá se preparar para atacar Ana, quando Carla entra em
cena e vê a batalha espiritual e clama por Jesus.
CARLA – JESUS, JESUS, JESUS...
Neste momento, ao ouvir o nome poderoso de Jesus, o diabo começa
a sentir como se fosse golpeado.
Jesus entra, acompanhado pelo anjo, enquanto Ana, ferida, fica no chão,
abraçada com Carla.
Jesus entra, o diabo já está acuado, Jesus olha para o diabo
andando em cena, olha para as duas mulheres, depois olha para o público,
tira a espada, dá ordem ao anjo que golpeia fatalmente o diabo,
que cai, derrotado.
Jesus chega até Ana, retira-lhe o jugo (corrente), e dirige-se
ao público, com a corrente nas mãos.
JESUS – Oh, geração incrédula, até
quando endurecereis vossos corações, trazendo sobre vós,
toda sorte de maldição, dor e sofrimento? Até quando
não crereis no meu grande amor e em minhas promessas?
-Eu sou o príncipe do exército do Deus vivo, Eu sou Jesus,
Eu liberto o pecador e o tiro das trevas e trago para a luz(disse isso
quebrando a corrente e jogando em cima do diabo).
-Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados e
Eu vos aliviarei, tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração; eis que encontrareis
descanso para as suas almas, porque o meu jugo é leve e o meu fardo
suave.
Neste momento entra a música, e todos em cena ficam estáticos.
A música termina, Jesus se dirige para Ana, dando-lhe a mão
ajudando-a levantar-se.
JESUS – Ana, Ana... levante-se Ana, eu te liberto e te curo pelo
poder do meu sangue.
Ana levanta-se e fica ao seu lado, enquanto Jesus se dirige ao público,
mostrando as mãos feridas.
-Filho, filha, eis aqui o seu convite para a vida eterna, você não
queira tanto um convite? Toma, é seu.
Neste momento Jesus abraça Ana e todos se dão às
mãos, e é feito o apelo.
FIM
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