CORAÇÃO DE CARNE
Marcos Alexandre e Michel Fernandes
Esta peça mostra ao público que só Jesus é
a verdadeira alegria. Uma mensagem simples, toda em PANTOMIMA, que nos
leva a refletir sobre este tema.
Uma menina entra em cena com um objeto cênico em forma de
“coração de papel” vermelho. Esse objeto
cênico pode ser feito de um tipo de papel qualquer, menos de
cartolina, já que na cena final outros objetos semelhantes
terão que ter flexibilidade suficiente para caber nos bolsos dos
outros personagens.
Quando ela entra em cena com o objeto cênico na mão em
forma de coração, vem uma pessoa e observa com
desdém o “coração”. Ela ingenuamente
mostra para o rapaz o seu “coração”. Ele
não quer ver. Ela insiste em mostrá-lo. Enfurecido e
invejoso, o rapaz pega o coração da menina. Ela o entrega
ingenuamente, achando que ele vai apenas contemplá-lo. O rapaz
então pega o “coração” dela, coloca
com “cuidado” no chão e enche-o com um monte de
pedrinhas. Ela observa a cena e se entristece. Ele, depois de ter dado
uma risada irônica, sai de cena.
Vem outra pessoa. Esta parece querer ajudar a menina, que está
entristecida com o fato do personagem anterior ter tripudiado de sua
aparente alegria. E este personagem chega com ar de solidariedade. Ela
desconfia no início, mas acaba aceitando a ajuda do sujeito. Ele
finge ajudá-la, limpando o coração todo sujo de
pedrinhas que o outro personagem sujou. Mas, depois de ter limpado o
coração, amassa-o, e o joga no chão e sai
gargalhando.
A protagonista agora está arrasada. Chega uma mulher, triste,
mais triste do que ela. A protagonista vê que seu problema
é menor do que o da outra. Ela então se aproxima da
mulher, que não quer saber de ninguém falando ao seu
ouvido. A protagonista insiste em se aproximar, agora oferecendo o seu
coração, pois o reconstituiu. A mulher rejeita, e a
protagonista insiste e dá-lhe o
“coração”. Insiste tanto, que a mulher pega o
coração da protagonista e, num ataque de desespero,
rasga-o todo, despedaçando o objeto cênico.
Agora, são as duas que choram veementemente. Nesse momento,
chega Jesus. A mulher também não dá
atenção para a chegada de Jesus, enquanto que a
protagonista tem sensibilidade para notar que existe algo de diferente
naquele homem que ali chegou. Então ela se aproxima de Jesus, o
toca e nota que de fato ele é Jesus. Então, com muita
fé, oferece os pedaços de seu
“coração”, entregando-lhe os picotes. Jesus
se apodera deles e emenda-os com um papel brilhoso dourado. O
coração fica novinho em folha, e com um brilho diferente.
Os dois primeiros personagens e a mulher que ali estava chorando
observam a cena. Os dois personagens masculinos pegam respectivamente
os seus corações nos bolsos (um sujo de terra e o outro
amassado). A mulher também tem um coração todo
rasgado em seu bolso. Jesus então faz a mesma
reconstituição com papel brilhoso dourado em todos os
demais personagens. Quando acabar a reconstituição dos
quatro, Jesus e os demais personagens entregam para todos os que
estão assistindo um pequeno coração em forma de
folheto com o seguinte dizer, visível a todos:
Obs.: A reconstituição do coração deve ser
feita com o seguinte efeito cênico: Já existe com o
personagem Jesus Cristo um coração dourado. Jesus apenas
cola os picotes nesse “coração” dourado,
dando a impressão ao público que ele juntou os picotes e
reconstituiu o coração. O mesmo deve ser feito com os
outros corações.
“DEIXE DE TER UM CORAÇÃO DE PEDRA
E PASSE A TER UM CORAÇÃO DE CARNE
CONVIDANDO JESUS
A ENTRAR EM SEU CORAÇÃO”
Fim
Glória a Deus