ATO I
Dois rapazes entram em cena conversando.
- Pedro - André, eu estou ferrado,
preciso de ajuda!
- André - Porque? O que tá pegando?
- Pedro - Meu, estou devendo uma grana
nervosa pro Matias.
- André - Matias??? Você se envolveu
com esses caras??? Putz, Pedro… você tá ferrado.
- Pedro - Preciso de grana urgente pra
pagar os bagulhos, e não tem mais nada pra pegar lá em casa.
- André - De quanto você precisa?
- Pedro - Olha eu preciso de…
Pedro é interrompido por 3 pessoas que
entram em cena.
- Matias - Olha só quem eu encontrei!
- ele fala com um sorriso malicioso - Pedro, Pedro, precisamos conversar…
André sai correndo os dois que acompanham
Matias vão atrás dele, mas Matias faz sinal pra não irem e diz:
- Matias - Meu assunto é só com esse
aqui… cadê meu dinheiro palhaço, acha que sou trouxa? Quero minha
grana agora, tá pensando que os esquemas nascem em árvores? Elas custam
caro, e de um jeito ou de outro você vai pagar por elas.
- Pedro - Olha, me dá mais uma semana
que eu arranjo, juro!!!
- Matias - Você não tem mais nem 1
minuto, sua hora chegou!!!
Matias saca um revolver, as luzes se
apagam e ouve-se um barulho de tiro.
ATO II
Uma mulher (Mara), entra em cena com
um bebê no colo e ergue-o ao céu.
- Mara - Senhor, tu me deu esse filho
que tanto lhe pedi, nesse dia eu o entrego aos teus cuidados,
eu cuidarei dele e ensinarei a sua palavra, estarei sempre ao seu lado,
obrigado Senhor por esse grande presente que ganhei. Essa criança a
quem tanto amo.
Mara sai de cena. Um menino ( Pedro )
de mais ou menos 7 anos entra gritando:
- Pedro - Mãe, Mãe.
- Mara – O que foi filho? - Mara entra
em cena correndo, uma pessoa vestida de branco (anjo) vem acompanhando-a
e fica a meia distância acompanhando a cena com o olhar - Nossa
menino oq aconteceu???
- Pedro - Mãe os meninos lá da escola
falaram que a gente era pobre e eu bati neles. - Ele fala todo cheio
de si.
- Mara - Meu filho… você não deveria
ter feito isso.
- Pedro - Porque não mãe?
- Mara - Qual foi a lição que você
aprendeu ontem na escola dominical?
- Pedro – Acho que era amar ao próximo.
Porque?
- Mara - Meu filho, desde de que seu
pai foi para o céu, nossas condições não são das melhores, mas
nós temos algo que seus amigos não tem.
Pedro - O que é mãe? - ele vira
pra platéia e diz em tom irônico - acho que ela comprou um videogame
pra mim.
Mara - Nós temos a Jesus, Ele nos ama
muito, Ele até morreu por nós, Ele é que nos dá felicidade no coração
no meio de tanta dificuldade, sei que seus amiguinhos zombaram de você,
mas você não deveria bater neles, sei que é difícil, mas da próxima
vez que eles implicarem com você, diga pra eles que Jesus os ama, e
que não importa oque eles façam ou digam, Jesus ama eles também e
quer ajudá-los.
- Pedro - Nossa mãe, Jesus morreu mesmo???
- Mara - Morreu sim, pra você ver como
Ele nos ama muito, mas Ele ressucitou, e hoje nos guarda de todo mal,
e é desse amor tão grande que você deve falar para as pessoas, não
tentar convencê-las, mas falar Dele com amor e carinho verdadeiro no
coração.
Pedro - Mãe, posso te falar uma coisa?
Mara -Claro.
Pedro - Eu te amo, não sei se como Jesus
ama a gente, mas também morreria pela senhora, te amo mamãe.
Mara abraça forte Pedro e diz com voz
chorosa: