Teatro Cristão
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O TESTE

 

Grupo Atos9

 


GRUPO ATOS9 – IGREJA BATISTA DO CORDEIRO – RECIFE-PE
SINOPSE: Sérgio era um rapaz maduro que morava com seus pais, uma irmã e um irmão. Peculiarmente se orgulhava do que era. Afinal de contas, além de ser muito inteligente e se sair muito bem na faculdade, ainda tinha um grupo de amigos de infância que eram pessoas que ele poderia contar e que, apesar da maioria usar drogas, ele não usava e isso era o que ele mais se orgulhava. Ele tinha idéias muitas bem estruturadas em sua mente sobre todos os assuntos, até mesmo em relação a Deus, sendo convicto de que por ser uma boa pessoa, e de não se envolver em problemas, tinha certeza que iria para um bom lugar quando morresse. Apesar de ter lido todo o novo testamento não entendia por que as pessoas falavam que a salvação só viria através de Jesus, mas se achava bem entendido e com argumentos suficientes para derrubar qualquer “teoria” que tentassem convencê-lo de algo diferente do que pensava. Foi aí que conheceu uma menina que acabou o ajudando a abrir os olhos sobre conceitos antes inadmissíveis.
CENÁRIOS ESPECÍFICOS PARA CADA CENA
PERSONAGENS: Narrador, Sérgio, Pai, Mãe, Amigo 1, Amigo 2, Amigo 3 (Mirela), Natalha.

Cena 1
NARRADOR: Sérgio era um rapaz maduro que morava com seus pais, uma irmã e um irmão. Peculiarmente se orgulhava do que era. Afinal de contas, além de ser muito inteligente e se sair muito bem na faculdade...
Sérgio entra em cena onde estão seus pais.
SÉRGIO: Pai, tenho uma novidade pra lhe contar que você não vai acreditar.
PAI: Nossa, meu filho! Só em ver você assim, eu já fico feliz.
SÉRGIO: Sabe aquele emprego que estava tentando há um tempão? Consegui passar na entrevista.
MÃE: Meu filho, como estou orgulhosa de você. Mas claro que você iria conseguir. Afinal, você é tão esforçado...
PAI: Ele não é só esforçado não. Ele é inteligente, e isso foi minha herança.
Todos saem de cena conversando em tom de brincadeira, “herdado hahaha”.

Cena 2
NARRADOR: É, e não era só na faculdade que ele se saia bem. Ainda tinha um grupo de amigos de infância que eram pessoas que ele poderia contar e que, apesar da maioria usar drogas, ele não usava e isso era o que ele mais se orgulhava.
Sérgio entra em cena com seus amigos. Entram dois meninos e uma menina com bebidas e cigarro, com ar de drogados. Trata-sede uma cena descontraída. Apesar das discordâncias todos se demonstram se dar muito bem.
SÉRGIO: E aí, galera?! Foi muito pirada aquela festa, não foi?
AMIGO 1: Foi, mas tu é mané demais. Desde o dia que te conheço nunca te vi procurando “bichinhos” (faz sinal de puxando um baseado).
SÉRGIO: Tu acha que eu sou doido, cara? Isso aí não rola pra mim não. Depois vocês vão estar pensando tudo devagar e não vão saber o porquê.
AMIGO 2: Deixa, deixa... Sabe que não adianta. Ele não sabe o que está perdendo! (fala em tom de brincadeira).
Todos saem de cena rindo e descontraídos.

Cena 3
NARRADOR: Apesar de Sérgio ter uma vida bem normal, talvez até parecida com a sua, ele não andava muito satisfeito. Parecia que algo sempre lhe faltava. Foi aí que conheceu uma garota que começou a lhe falar de coisas que ele nunca tinha ouvido e que, apesar de ele não concordar, acabou lhe despertando a curiosidade sobre um tema que para ele já estava bem definido.
Uma festa (música ambiente de fundo). Muitas pessoas conversando em lugares separados do palco. Sérgio entra em cena e fala com a aniversariante (Mirela) que lhe apresenta uma garota chamada Natália.
MIRELA: Entra aí, Sérgio!Que bom que você veio à minha festa.
SÉRGIO: Poxa, Mirela, eu não poderia deixar de prestigiá-la (se cumprimentam).
MIRELA: Bem, deixe-me apresentar. Que má educação a minha! Essa aqui é Natália. Ela é minha colega de turma e é também toda metida a certinha como você (fala em tom de brincadeira).
Nesse instante alguém a chama. Ela pede licença para conversar com os outros convidados da festa. Os dois ficam conversando. Deve-se ter o cuidado para não demonstra que há interesse sentimental entre os dois, pois não é esse o objetivo.
SÉRGIO: E aí, Natália? O que você faz da vida?
NATÁLIA: (fala rindo) Bem, eu estudo, e estudo, e estudo...
SÉRGIO: Nossa, que garota mais estudiosa! Mas o que você faz pra se divertir, tipo final de semana, porque não lembro de ter a visto com Mirela em nenhum lugar.
NATÁLIA: Bem, minha diversão é um pouco diferente da de Mirela. Meu maior divertimento é ir à igreja, encontrar minha turma de lá. Na verdade passo praticamente todo final de semana lá.
SÉRGIO: Poxa! Deve ser bem tedioso!
NATÁLIA: Não, não...Muito pelo contrário. É muito bom.
SÉRGIO: Não consigo imaginar o que uma pessoa faz na igreja o dia inteiro.
NATÁLIA: Muita coisa! Tem dia até que não dá tempo pra fazer tudo e agente acaba deixando para o próximo final de semana! Fazemos estudos bíblicos, discutimos sobre assuntos polêmicos e sobre o que Deus quer nos dizer sobre tudo isso, compartilhamos nossos problemas, além de nos divertir com brincadeiras e...
SÉRGIO: E realmente precisa de tudo isso?
NATÁLIA: Bem, fazemos porque gostamos muito de nos sentir mais próximo de Deus.
Eles ficam conversando em mímica enquanto o narrador fala.
NARRADOR: Sérgio nunca tinha conhecido uma pessoa assim, que falava de uma forma tão diferente que ele nunca tinha ouvido. Mesmo sem concordar com nada que Natália dizia, ele se prontificou a ouvir. Assim, a conversa acabou se estendendo.
Nesse momento as pessoas vão saindo de cena aos poucos, se despedindo, dando a idéia que o tempo está passando, até que ficam sós em cena.
SÉRGIO: Você está me dizendo que não basta ser bom, que a única forma que vocês chamam de... Como é mesmo? Ah...De salvação é crendo em Jesus Cristo? Isso é muito restrito. Você sabe quantos tipos de crenças existe no mundo? Não seria muito egoísmo seu dizer que só a sua religião salva?
NATÁLIA: Eu nunca falei que minha religião salva. O que realmente vale não é isso. É muito comum as pessoas se confundirem. Jesus não é uma religião, nem uma ideologia (modo de viver), mas ele é o filho de Deus que veio ao mundo para pagar pelos nossos erros. Ah! E a boa obra sem fé não vale de nada.
Sérgio faz uma cara de quem não concorda, mas continua a conversa.
SÉRGIO: Eu sei que Ele veio ao mundo. Eu até o admiro muito, mas dizer que ele é Deus... Não é ir longe demais?
NATÁLIA: Sei que é difícil para você compreender, mas é tão extraordinário quando Deus toca profundo no nosso coração, através do Espírito Santo. Só assim nós temos certeza de quão real Ele é.
Nesse instante Mirela se aproxima, com ar de sono e bem despojada.
MIRELA: Aí, pessoas! Sei que o papo deve estar muito bom, mas... Ninguém merece! Já está muito tarde. Tchau, tchau, beijos.
Eles riem porque conhecem bem a amiga.
NATÁLIA: Ta bom, Mirela. Beijão e feliz aniversário mais uma vez.
MIRELA: Beijo.
SÉRGIO: Agente se vê.
MIRELA: “Ok”.
Mirela sai de cena por um lado. Quando Sérgio e Natália estão saindo de cena, ela pára e diz:
NATÁLIA: Sergio, se você quiser conversar um pouco mais sobre isso, pode contar comigo. Queria muito que você entendesse que Deus nos quer perto Dele.
Saem de cena.
NARRADOR: Aquela conversa deixou Sérgio meio confuso e perturbado. Ele tinha tanta certeza de tudo que pensava, principalmente em relação a Deus, sendo convicto de que por ser uma boa pessoa, e por não se envolver em problemas, iria para um bom lugar quando morresse, se é que esse lugar existia mesmo pra ele.
Sérgio entra em cena como se chegando em casa da festa. Ele fala sozinho, enquanto deixa as chaves num canto e tira os sapatos.
SÉRGIO: O que será que ela quis dizer com perto Dele? Ela acha que eu ando longe de Deus? Eu sou responsável, estudo, não ando em drogas... E o que Ela quis dizer com “Jesus veio para morrer em nosso lugar...”? Que coisa mais sem sentido... (dá uma pausa) Já sei! Vou ler a Bíblia. Da próxima vez ela não me pega mais com coisas que eu não entendo.
Sai de cena com o tênis na mão.
NARRADOR: Sérgio ficou tão preocupado com tudo aquilo, porque era muito difícil alguém falar de um assunto que ele não entendesse, ou que fizesse com que ele mudasse um conceito que já possuía. Por isso tudo aquilo soou como um desafio para ele. Foi aí que, depois de algumas semanas, quando já tinha terminado de ler todo o novo testamento, ele marcou de se encontrar com Natália para continuar o assunto que começara na festa. Mas agora, claro, ele já estava bem mais entendido de tudo. Sérgio tinha certeza que não sairia com uma grande interrogação como da última vez.
Sérgio e Natália entram em cena, um de cada lado. Eles se cumprimentam.
NATÁLIA: Andou pensando sobre o que conversamos?
Sérgio para dar uma de machão.
SÉRGIO: Bem, um pouco. Você sabe, trabalho, emprego...Mas eu fiquei, digamos, curioso. Então, resolvi ler um pouco a respeito.
NATÁLIA: (animada) Sério?! Que bom! O que foi que você leu?
SÉRGIO: É, alguma coisa, por exemplo... Algo sobre nascer de novo.
NATÁLIA: E você compreendeu o que isso quer dizer?
SÉRGIO: (todo convicto que só porque leu todo o novo testamento entenderia) Eu li todo o novo testamento.
NATÁLIA: (notando que ele não tinha captado a mensagem) Sérgio a sabedoria do mundo, dos homens, muitas vezes não tem nada a ver com a sabedoria de Deus. Tanto é que o apóstolo Paulo fala na carta aos Coríntios que a “fé não poderia se apoiar em sabedoria humana e sim no poder de Deus”. Por isso que ele não pregava com linguagem persuasiva de sabedoria, apesar de ter qualificação para isso, mas com demonstração do Espírito e de poder, porque sem fé é impossível agradar a Deus.
SÉRGIO: Aí é que a gente começa a se desentender. Isso é muito utópico pra mim. As coisas precisam ser explicadas.
NATÁLIA: É? E você vai começar a tentar explicar com a sabedoria do mundo o que muitas vezes não se tem explicação. Como quando Jesus transformou água em vinho, ou multiplicou os pães...Vai passar a ver de uma forma tão habitual, que não vai conseguir entender as obras que Deus fez. E mais ainda: o que fez por nós na cruz, porque isso só vem através da fé.
SÉRGIO: TÁ vendo?! Lá vem você com esse papo de fé de novo.
NATÁLIA: Mas também não é fé na fé, Sérgio, mas fé em Jesus Cristo. E também não é viajado e emotivo. Trata-se de fé racional. Temos que compreender as obras de Deus com a sabedoria de Deus que é equilibrada, serena e racional.
SÉRGIO: Mas parece tão louco.
NATÁLIA: Ora, Sérgio... Deus fala em sua palavra, como você deve ter lido, sobre “os que crêem na loucura da salvação”. Para as pessoas do mundo isso tudo é tão incompreensível, mas para Deus não é. As pessoas só precisam se dar uma chance de conhecer esse Deus e o seu filho.
SÉRGIO: Eu pensava que bastava ser bom e responsável, mas ainda tem tanta coisa que eu ainda não sei. Nunca imaginei que ainda existia tanta coisa assim.
Ficam em silêncio durante alguns instantes.
NATÁLIA: Não fique assim. Eu tenho certeza que se você tentar buscar a Deus através de Jesus você vai encontrá-Lo. E eu estarei aqui pra te ajudar. Você quer?
SÉRGIO: Eu preciso!
Sérgio e Natália saem felizes de cena.
NARRADOR: Todo aquele que aceitar Jesus como Senhor e Salvador da sua vida será salvo, assim como Sérgio acabou sendo.
FIM