De Marcos Alexandre Dornelles da Silva
Euclides chega cansado em casa com uma enxada na mão. Seca o suor
e procura água na geladeira. Percebe que não tem água
no pote na garrafa. Reclama com sua mãe.
Euclides – Mãe, ninguém foi pegar água!
D. Sebastiana – Ah, Euclides. Seus irmãos foram embora de
novo. Apareceu trabalho lá na fazenda do Seu Onofre e vão
ter que ficar um bom tempo lá! Saíram tudo apressado e não
tiveram tempo de pegar água para nós!
Euclides – (emburrado) Então eu vou lá pegar! (à
parte) Diacho! Tenho que fazer tudo nessa casa! Agora que meus irmãos
foram embora é que eu vou ter fazer tudo mesmo!
Euclides ia saindo de casa quando um sujeito bem vestido (um político)
chega.
Político – Boa tarde, Euclides!
Euclides - :Ué! Quem é o senhor? Por acaso o senhor me conhece?
Político – Eu vi você pequenino, carreguei no colo!
Conheço toda a sua família, seus irmãos, sua mãe
e fui muito amigo do seu falecido pai.
Euclides – Se veio cobrar as dívidas dele como muita gente
que diz que foi amigo dele cobra, fica sabendo que a gente não
tem um tostão furado!
Político – Nada disso, meu rapaz! A única coisa que
vim cobrar de você é a confiança em alguém
que conhece esse povo daqui da região e pode fazer muito por ela!
Saiba você que a política é o meio de ajudar os necessitados!
Sei que as pessoas acham que político é tudo a mesma coisa,
mas não é.
Euclides – Se não fosse, não aparecia só em
época de eleição. Olha aqui, seu doutor, eu tenho
muita coisa para fazer. Tenho que pegar água no poço para
minha mãe e...
D. Sebastiana entra em cena.
D. Sebastiana – Me chamou, Euclides.
Euclides – Mãe, a senhora está muito ocupada.
Político – (interrompendo-o) O que é isso, Euclides?
Deixe a Dona Sebastiana aqui conversar conosco. A voz da experiência
é a voz de Deus.
D. Sebastiana – Ué! Como o senhor doutor sabe meu nome? Vixe
Maria!
Político – Ora, conheço vocês há bastante
tempo e jamais esqueço o nome de pessoas que eu estimo. Sei o nome
do vosso falecido marido – que Deus o tenha – o seu Salustiano,
o nome de seus oito filhos, Antônio, Pedro, Adilson, Graciliano
e...
O político pega um papel no bolso que está a lista de nomes
e o lê.
Político – ...Gaspar, Adelson, Teotônio e o simpático
caçula Euclides.
Euclides – Quer me enganar?! Decorou esses nomes todos só
para a gente receber o senhor aqui em casa!
D. Sebastiana – Não trate o doutor dessa maneira, Euclides!
Político – É, obrigado, senhora. Obrigado. Bom, eu
tenho uma coisa aqui para vocês que vai ajudar muito nas compras
do mês. O cheque salário! Um cheque assinado por mim para
que vocês comprem o que vocês quiserem.
Euclides – Não, obrigado. Todo mundo aqui em casa trabalha.
“Nós não precisa” de ajuda desse tipo não.
Quer resolver as coisas para nós, vê se não some quando
o senhor for eleito na próxima eleição.
D. Sebastiana – Euclides. Não faça desfeita para o
senhor doutor. Claro que a gente aceita o cheque.
Político – Parabéns dona Sebastiana! Parabéns!
Você está demonstrando que é muito inteligente. E
a senhora sabe que gente inteligente vota em gente competente. Esse é
meu lema. Ah, essa juventude... Bem, uma boa tarde para vocês. Euclides,
escute a sua mãe, rapaz.
Euclides – Agora que o senhor já fez o que o senhor queria,
pode dar licença que a gente tem muito que fazer.
Político – Claro, claro. Passar bem.
Euclides o conduz até a porta de saída.
Euclides –É, mãe. Estou vendo que a senhora não
consegue esperar o nosso dinheiro do nosso trabalho. Esse pessoal só
que se aproveitar da gente. Será que a senhora nunca vai perceber
isso? Mais vale o pouco ganho com honestidade!
D. Sebastiana – Você está me chamando de desonesta,
é, Euclides?
Euclides – Não, mãe, não foi isso que eu quis
dizer.
D. Sebastiana – Vai pegar água, Euclides! Anda! Antes que
eu, com esse dinheiro, além de comida, compre um chicote para tirar
o seu coro. Vai, vai, vai...
D. Sebastiana conduz Euclides até a porta que sai e vai embora.
D. Sebastiana – (mostra o cheque para o público) Olha só,
gente! Que beleza de cheque! Trezentos reais! Vou comprar muita coisa!
Roupinha, comida, um radinho para mim. Euclides é meu filho, mas
é tão esquisito! Ô menino bobo! Não sei como
ele não disse pro senhor doutor aquela frase que ele sempre repete
quando vêm esses moços de terno para ajudar a gente. Um dia
ele ficou perguntando para um outro deputado boa gente, que veio também
ajudar, se o dinheiro dava para comprar uma tal de “dignidade”.
Eu sei lá o que é isso! Só sei o que é roupinha,
comida e um radinho pra mim! O resto, a gente dispensa, né gente?
Alguém grita a porta da casa.
Noel – Ô de casa!
D. Sebastiana – Oi! Vixe Maria. Nunca recebi tanta visita num só
dia?
Noel – Hôu, hôu, hôu! Abre a porta e terá
uma surpresa.
D. Sebastiana – Claro que deixo entrar quem veio para nos ajudar.
Entra em cena uma pessoa vestida de Papai Noel.
D. Sebastiana – Ai, minha santíssima. Que engraçado.
Um cabra vestido de Papai Noel fora de época!
Noel – Tudo bem, minha senhora. Eu sou da Fundação
Carismática Caridosa Noel do Céu. Nós aparecemos
na casa dos mais necessitados para ajudar as pessoas “sem interesse”.
Olha o que eu trouxe para a senhora.
O “Papai Noel” pega três coisas em seu saco.
D. Sebastiana – Que maravilha! Comida...Roupinha...e um radinho
pra mim! Como vocês adivinharam?
Noel - Hôu, hôu, hôu! Nós perguntamos para os
seus vizinhos, minha senhora! E eles disseram-nos que a senhora estava
querendo um radinho.
D. Sebastiana – Ô, meu Deus! Como ainda tem gente boa nesse
mundo!
Noel - Hôu, hôu, hôu! Não precisa agradecer!
Mas precisa fazer uma coisinha! Apenas uma coisinha! Hôu, hôu,
hôu!
D. Sebastiana – O quê, seu papai Noel!
O “Papai Noel” tira seu gorro vermelho e modifica o seu tom
de voz, falando seriamente.
Noel – Sabe o que é, Dona. Eu tenho que levar comigo um de
seus filhos, que seja o mais novo, para poder mostrar o quanto é
carente essa região. Só assim o pessoal lá da Fundação
que eu faço parte vai acreditar e continuar contribuindo com essa
ajuda para outras regiões como essa. Sabe o que é? Eu esqueci
a máquina fotográfica.
D. Sebastiana – Não carece não seu moço. “Nós
tem foto” antiga aqui da gente. O senhor leva as fotos.
Noel – Obrigado, dona. Mas, mesmo assim, eu precisava também
de levar uma criança dessa comunidade para lá. Para eu ter
de novo o patrocínio dessa viagem novamente, é preciso que
eles vejam a realidade desse local com muitos detalhes. Se eu não
sensibilizar o pessoal lá da fundação, eles não
me deixam viajar de novo para ajudar outras pessoas como a senhora. É
só por uma semana. A senhora é da mesma religião
que eu, eu sei disso. Sei que a senhora não vai me negar um favor
desse, não é, dona? Hôu, hôu, hôu!
D. Sebastiana – Ih, seu moço! O problema não é
esse. Eu até que deixo meu filho mais novo viajar com o senhor.
Já estou acostumada de ver meus filhos longe. Mas é que
o senhor não conhece meu filho mais novo! Ele muito turrão!
Ih, tão turrão como o pai. Olha, ele está chegando.
Conversa com ele. Eu vou lá pra dentro.
Noel – Claro, claro. Deixa eu me fantasiar, porque com criança
é melhor conversar fantasiado. Hôu, hôu, hôu!
Euclides entra em cena.
Euclides – Mãe, eu já trouxe a água!
Euclides estranha a presença de um indivíduo fantasiado
de Papai Noel dentro de sua própria casa.
Euclides – D. Sebastiana, quem é esse velhinho vestido de
vermelho aqui em casa. É algum dono de plantação
de tomate?
Noel - Hôu, hôu, hôu! Que menino mais bonito! (segura
Euclides e dá um beijo no rosto)
Euclides – Eu hein! Pára de me beijar, seu cabra! Eu sou
é homem!
Noel – Oh, que beleza! E já que você é um homem,
pode muito bem viajar comigo para um lugar muito legal, e ficar lá
uma semana! Que tal?
Euclides – Que viajar nada! Tenho que ficar para trabalhar a ajudar
minha mãe.
Noel - Hôu, hôu, hôu! Mas sua mãe autorizou você
viajar comigo! E você vai ficar bem no lugar aonde a gente vai.
Vai ganhar muitos brinquedos.
Euclides – É, parece legal. E além de brinquedos,
o senhor pode me ajudar nos meus estudos. Eu estou precisando de caderno,
livro, caneta e de um bom professor, pois nem ler direito eu sei, já
que os professores do meu colégio não ensinam bem.
Noel – Olha, meu menino, eu não sei se interessa para a Fundação
da qual eu faço parte vocês ficarem inteligentes. Eu acho
que só interessa para a fundação um tipo de ajuda
bem rapidinha, porque se vocês ficarem muito inteligentes, vocês
saem dessa situação que vocês estão e eu não
vou poder sensibilizar as pessoas mostrando o quanto vocês são
carentes. Mas brinquedinho também é bom. Porque você
não gosta de brinquedos?
Euclides – Eu gosto sim, mas...
Alguém bate à porta.
Dudu – Ô de casa!
Euclides – Quem bate?
Dudu – É da Televisão!
Euclides – Ah, já sei! Ô mãe! Chegou o moço
para consertar a nossa televisão!
Entra em cena um apresentador de programa de TV(Dudu) com um câmera
man.
Dudu – Oi! Aqui é o Dudu, o apresentador de TV mais solidário
desse Brasil, com mais um programa...Show do Dudu, com o quadro “A
sua Casa é a nossa Casa”!
Euclides – (amedrontado) Mããããããeeeeeee!
Dudu – Não fique com medo, meu bom menino! Não fique
com medo! É apenas um programa de Televisão ao vivo. E você
é felizardo. Você vai ganhar vários prêmios.
D. Sebastiana e Euclides vem abraçados. Euclides com cara de espanto
e D. Sebastiana, com cara de alegria.
Euclides – Ai, minha nossa senhora! Não é que a sorte
grande bateu na nossa porta.
Dudu – Olha só! Mesmo que essa família passe por vários
problemas, eu vejo que ela é muito feliz. Vejo que já está
até comemorando o Natal.
Noel – (à parte) Hummm! Vou aproveitar para fazer meu comercial!
(tom) É isso aí, Dudu! Eu sou da Fundação
Carismática Caridosa Noel do Céu! Damos presentes para pessoas
carentes! E vamos levar o menino daqui dessa casa para passar uma semana
na nossa fundação, para brincar, se alegrar, se mostrar...
Dudu – Só se for depois da vigem que eu vou fazer com a família
inteira, meu caro. Essa casa aqui foi escolhida para, além de viajar
conosco, ganhar muito mais presente do que você pode imaginar. E
a viagem será no HELICÓPTERO DO DUDU!
Euclides – O quê! Mãe, eu não quero viajar nesse
negócio não! Eu tenho medo de altura!
D. Sebastiana – Ah, qual é o problema, meu filho! É
só uma voltinha!
Noel – Olha aqui, seu Dudu! Eu sei que o seu programa é muito
rico, que vocês podem ajudar essa família muito mais que
a nossa humilde Fundação, mas eu cheguei primeiro!
Dudu – Eu não tenho culpa de você ser um Papai Noel
que não sabe que Natal é dia 25 de dezembro. E dá
licença que eu tenho que filmar o resto da casa para mostrar o
quanto eles são carentes para impressionar os espectadores. Vem
Zé.
Noel – Ah é? Então você vai ver como que um
Papai Noel presenteia com galo na cabeça os apresentadores metidos
a espertos que atravessa o caminho dele!
Papai Noel começa a bater na cabeça de Dudu com seu saco.
Dudu – Ai, ui! Eu não sabia que o Papai Noel era tá
mau! Socorro! Socorro!
Zé (câmera man) – Continua filmando, seu Dudu?
Dudu – Continua, Zé! Continua! Isso também dá
audiência! Ai, ui! Socorro! Socorro!
Papai Noel, Dudu e Zé saem de cena.
Euclides – Meu Deus! Parece que passou um furacão por aqui!
D. Sebastiana – Ara! Você é mesmo uma besta, heín,
Euclides?! Perdeu a oportunidade de ficar famoso, ganhar um monte de brinquedo...
Euclides – Ô mãe, pára de querer viver de ilusão!
D. Sebastiana – Vou viver de ilusão sim! Me deixa! Só
assim é que se pode ter esperança dentro da gente! A esperança
não bate na porta da gente assim sem mais nem menos! Se a gente
não alimentar ilusão dentro de nós, a gente não
tem esperança!
Euclides – Ah, mãe! Eu acredito sim que a esperança
pode bater na porta da gente. E quando ela bater, ela não vai vir
fantasiada de ilusão não, mãe.
D. Sebastiana – Ah, meu filho. Você diz isso porque você
é muito novo! Vai esperando.
Som de alguém batendo na porta.
Euclides – Ó, mãe! Tem alguém batendo na porta.
D. Sebastiana – Vai atender, Euclides. Vai ver que é a esperança
que você está aguardando!
Euclides – Ai, espero que não seja um daqueles cabras metidos
a esperto.
Euclides atende a porta. Uma menina com uma Bíblia na mão
se identifica a Euclides.
Menina – Boa tarde. Eu vim de longe para falar de alguém
para você.
Euclides – Ai, espero que esse alguém não seja mais
um que queira se aproveitar da nossa condição humilde para
se dar bem.
Menina – Não! Ele foi humilde como você. Ele sempre
foi perseguido por não se conformar com injustiças. Mataram-no
baseados em acusações injustas.
Euclides – E o que eu tenho com isso, menina. Já estou cansado
de gente de longe que só vem aqui com um monte de papo furado e
no final eu vejo que é só para dar uma ajudinha rápida
e vai embora logo. A verdade é que essas ajudinhas não em
melhoram nada a nossa vida. Quanto mais o tempo passa, mas a gente trabalha
que nem um condenado.É muito difícil de eu ter que trabalhar
e estudar com fome. Minha mãe, a cada dia que passa, fica mais
ignorante. E os culpados são pessoas como vocês que só
aparecem para dar uma ajudinha mixuruca. Eu queria uma ajuda que ficasse
para sempre.
Menina – Só que esse alguém quer ajudá-lo para
sempre.
Euclides – Mas ele não morreu? Como é que ele vai
me ajudar? Parece até minha mãe, que fica rezando na frente
de umas estátuas de um monte de gente que morreu.
Menina – Só que essas estátuas de gente que morreu
que a sua mãe reza, apesar de muitas dela terem sido pessoas boas
quando estavam vivas, não ressuscitaram.
Euclides – Não o quê?!
Menina – Não ressuscitaram. Eu vou te explicar. Esse alguém
morreu e depois viveu de novo. O nome dele é Jesus. Ele viveu de
novo porque ele é Deus. Deus veio um dia aqui na Terra para salvar
os homens.
Euclides – Na minha terra ele não veio.
Menina – Mas me enviou para te dizer que ele, ao contrário
de todos que vieram aqui, gosta de você e não quer nada em
troca. Só o seu amor.
Euclides – Ué. A senhora não quer tirar uma foto da
gente, ou filmar a nossa casa para mostrar para os seus amigos lá
da cidade grande, ou presentear a gente para “nós fazer”
alguma coisa em troca.
Menina – Não. Eu só vim falar desse alguém.
O nome dele é Jesus Cristo! Ele te ama muito, e morreu na cruz
para te salvar!
Euclides – Engraçado... Nunca alguém apareceu aqui
em casa para ajudar sem pedir alguma coisa em troca. Só alguém
amigo desse tal de...(pausa) Como é o nome dele mesmo?
Menina – Jesus Cristo.
Euclides – Vou correndo falar desse Jesus Cristo, que faz bondade
sem querer nada em troca, para minha mãe. Onde tem escrito a história
dele. Em algum jornal, ou revista?
Menina – Você até encontra a história dele em
jornal e em revista. Mas a verdade sobre ele você encontra aqui
nesse livro, que eu vou te dar de presente. (entrega uma Bíblia
ao menino) O nome desse livro, que na verdade é um conjunto de
vários livros, é Bíblia Sagrada. Aqui tem a história
verdadeira de Jesus Cristo. Você sabe ler?
Euclides – Não muito...E eu estou com fome, moça.
Menina – (se aproxima de Euclides) Preste atenção.
Mesmo que você não saiba ler direito, esse livro será
muito útil. Deus já está enviando pessoas, mesmo
que não sejam tão boas, para ajudá-los com comidas,
roupas e todo tipo de ajuda. Essas pessoas estão pensando que elas
estão vindo aqui por elas mesmas, mas é Deus que está
enviando. Só que vocês não devem deixar eles seduzirem
vocês com essa ajuda,. Vocês não devem se deixar vender
nem emprestar a imagem de vocês para que eles os usem para fins
interesseiros, eleitoreiros e sensacionalistas. Eu também quero
te ajudar com comida, roupas e assistência básica, como um
kit de primeiros socorros, noções de higiene e até
mesmo com umas dicas de alfabetização. Mas o alimento espiritual
é mais importante. E você só vai ter esse alimento
se ler esse livro, ou se alguém lê-lo para você.
Euclides – Olha, moça, eu não entendi nada. Mas...eu
gostei de ganhar esse presente. Moça, a única coisa que
eu posso dar pra senhora é um pouco de água. Acabei de buscar.
Você quer?
Menina – Aceito.
Euclides dá um copo de água para menina.
Menina – Obrigado. Por esse gesto, você já pode ser
considerado amigo de Jesus.
Euclides – É mesmo?
Menina – Sim. Está escrito no livro. Quando você ler
você vai ver. Um beijo no seu coração.
A menina sai de cena.
Euclides – Mãe! Mãe!
D. Sebastiana vem lá de dentro.
D. Sebastiana – O que foi, meu filho?
Euclides – Finalmente ganhei um presente que eu gostei!
D. Sebastiana olha e vê que é uma Bíblia. Olha para
ela e depois olha para o filho.
D. Sebastiana – (admirada com a pureza do seu filho) Que bom meu
filho! Que bom!
Os dois se abraçam.
Fim
Glória a Deus
Flog
do autor
Flog
do autor II
|